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4 provas de que The Americans está mais atual do que nunca

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The Americans, um seriado de espionagem passado nos tempos da Guerra Fria, entrou em sua penúltima temporada nesta semana e, embora a história se desenvolva na década de 1980, parece justo dizer que a história chegou a um momento em que muitos dos dilemas abordados são - ainda - questões da sociedade de hoje (em especial a americana).

1. A ameaça russa/soviética 

Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos em meio a acusações sobre a interferência de hackers russos nas eleições. A relação de poder de Vladimir Putin e Trump é questionada a todo tempo. E, com um “personagem” imprevisível como Trump no controle das armas nucleares americanas, o mundo voltou a cogitar, ainda que de longe, uma catástrofe atômica.

2. A espionagem

Tudo na época da Guerra Fria envolvia informações conseguidas por meio de espiões dos dois lados (o americano e o soviético). E agora Donald Trump acusa o governo Obama de ter grampeado seu telefone - como se o FBI e a CIA não tivessem meios mais eficazes e modernos de interceptar comunicações. Além disso, o momento pós-Snowden coloca a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos como vilã, responsável por observar todos os passos de todos cidadãos ao mesmo tempo.

3. A crise existencial

O personagem principal masculino, vivido por Matthew Rhys, acabou de passar por uma crise emocional e existencial. Philip até apelou para reuniões do EST (grupo de ajuda comum na época nos EUA), onde abriu o coração e desabafou sobre sua vida, seus anseios e sua profissão.

4. A relação mãe/filha e o feminismo

A personagem principal feminina, que ganha vida na pele de Keri Russell, é uma espiã independente (casada apenas por interesse do país) e vive um paradoxo no mundo machista da época. Além disso, ela quer que a filha, Paige, junte-se às atividades de espionagem.