CURIOSIDADES

5 gestos mesquinhos de políticos democraticamente eleitos

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Acabaram as eleições para prefeito no Brasil e, não importa se você ficou feliz ou triste com o resultado, é sempre bom saber que tudo pode acontecer. Há quem cumpra as promessas de campanha, mas também há quem ignore completamente tudo que disse. Tem político que governa pensando só nos próprios interesses e, pior ainda, tem político que usa a “máquina” de governo em benefício próprio. O que não falta é exemplo de político mesquinho…

1. Um exército particular 

Em 2014, o ministro de Estado da Índia, Azam Khan, decidiu que seria legal usar a polícia como sua pequena força militar particular. Ele destacou TODA a força policial do país para investigar o caso de suas cinco vacas que haviam sido roubadas. Usaram até cães farejadores.

A grande caçada estatal só acabou quando as vacas foram encontradas. Mesmo assim, Khan ainda reclamou publicamente da demora da polícia e suspendeu três oficiais. Ah, sim: como a polícia só encontrou cinco dos sete criminosos, o ministro manteve parte da polícia no caso por mais 18 meses.

2. O ventilador-gate 

O ano era 2014, e o então governador da Flórida, Rick Scott, tentava reeleição contra Charlie Crist, candidato democrata. Era dia de debate. Pois o debate começou e, durante sete minutos, Crist ficou sozinho no palco. Scott esteve irritado porque o rival havia instalado um ventilador para se refrescar durante o evento.

A questão toda é que o acordo para o debate aparentemente incluía uma cláusula que proibia aparelhos eletrônicos no palco. Crist era dessas pessoas que suam muito, sabe? E na umidade da Flórida, então… O que Scott não sabia é que havia um adendo no acordo do debate que permitia especificamente o uso de um ventilador por Crist. 

O problema viralizou e ficou logo conhecido como “fangate”. No fim das contas, Scott acabou sendo reeleito.

3. SWAT contra trolls  Jim Ardis, prefeito da cidade de Peoria, nos EUA, não lidava bem com as piadas que as pessoas faziam dele nas redes sociais. A gota d’água veio quando alguém criou uma conta fake, se passando por ele, dizendo que usava os serviços de prostitutas, ingeria drogas e roubava dos cofres públicos.

Ardis, então, usou a SWAT (espécie de BOPE deles) para invadir a casa dos criadores da conta fake. A única acusação formal, no entanto, foi posse de maconha. No fim da história, os criadores da conta processaram a cidade e o prefeito e embolsaram US$ 125 mil.

O pior de tudo? Não só o prefeito continuou a ser motivo de piada, mas surgiram dezenas de outras contas fake.

4. Proibindo a feiura 

Tony Abbott, primeiro-ministro da Austrália, teve lá sua dose de questões controversas como qualquer político (bom, um pouco mais, provavelmente), mas nenhuma no nível da sua posição contra turbinas de vento. Em uma visita à cidade de Perth, ele deu sua opinião contra geradores de energia eólica dizendo que turbinas de vento são feias e barulhentas. Sim, para ele a feiura era mais relevante do que os milhões economizados com energia.

Abbott levou sua teimosia longe, estabelecendo uma comissão de vento para investigar reclamações quanto ao barulho das turbinas. Ele também criou um órgão só para aconselhar o governo sobre os efeitos negativos das turbinas.

5. Caneta na mesa é vendaval 

O presidente tcheco Vaclav Klaus visitou o Chile em 2011, quando os dois países assinaram um acordo comercial. Foi aí que, em cerimônia oficial TRANSMITIDA PELA TV ao lado do presidente chileno Sebastián Piñera, Klaus achou que conseguiria embolsar uma canetinha sem ninguém perceber (olhem a tentativa no vídeo acima).

Óbvio que não ia dar certo. Piñera nem reparou (ou foi educado e se fez de desentendido), mas a imprensa tcheca não perdoou e levantou a questão. Klaus disse que era uma caneta comum e, no fim das contas, ela estava lá justamente para ficar com lembrança ao presidente tcheco. Então não precisava nem tentar disfarçar por baixo dos panos, né?