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7 discursos políticos memoráveis na história do Oscar

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7 discursos políticos memoráveis na história do Oscar

A premiação mais esperada do cinema está chegando. Os Prêmios da Academia, ou simplesmente Oscars, serão revelados e entregues no dia 26 de fevereiro, em Los Angeles. E, em tempos políticos tão conturbados nos Estados Unidos, é de se esperar que a cerimônia tenha discursos fervorosos sobre o assunto. Se acontecer, não será a primeira vez. O Oscar já foi palco de pronunciamentos memoráveis. Os 7 exemplos abaixo estão aí para comprovar:

1. Leonardo DiCaprio - sobre o aquecimento global

“Fazer O Regresso era tratar da relação do homem com um mundo natural. Um mundo que em 2015 coletivamente sentimos que foi o mais quente registrado na história. Nossa produção precisou ir até ao extremo sul deste planeta só para encontrar neve. A mudança climática é de verdade, está acontecendo neste momento. É a ameaça mais urgente à nossa espécie inteira, e precisamos trabalhar coletivamente e parar de embromar. Precisamos apoiar líderes do mundo todo que não falam em nome dos grandes poluidores, mas que falam por toda nossa humanidade, pela população indígena do mundo inteiro, pelos bilhões e bilhões de desfavorecidos que seriam os mais afetados por isso. Pelos filhos de nossos filho e pelas pessoas cujas vozes foram afogadas pela ganância da política. Agradeço a todos vocês por este incrível prêmio hoje à noite. Não deixemos de valorizar este planeta.”

2. Patricia Arquette - sobre direitos iguais

“A toda mulher que deu à luz, a cada contribuinte e cidadã desta nação, lutamos por direitos iguais de todos os outros. É nossa vez de termos igualdade de salários e, de uma vez por todas, direitos iguais para mulheres nos Estados Unidos da América.”

3. Michael Moore - sobre o exército americano no Oriente Médio

“Vivemos em uma época em que temos um homem nos enviando para a guerra por motivos fictícios. Somos contra esta guerra, Sr. Bush. Que vergonha de você. Que vergonha!”

4. Alejandro Iñárritu - sobre imigração

“Eu tenho muita sorte de poder estar aqui hoje à noite, mas muitos outros não tiveram a mesma sorte. Há uma fala no filme [O Regresso] em que [o personagem] Glass diz para seu filho mestiço que ‘eles não te escutam, eles só veem a cor da sua pele.’ Então que ótima chance para nossa geração para se libertar de todo tipo de preconceito e pensamento tribal de uma vez por todas. Que a cor da pele se torne tão irrelevante quando o comprimento de nossos cabelos.”

5. Sean Penn - sobre direitos de homossexuais

“Acho que é uma bom momento para aqueles que votaram a favor da proibição do casamento entre gays sentarem e refletirem e imaginarem a grande vergonha que vão sentir, e a grande vergonha nos olhos de seus filhos se eles continuarem assim. Precisamos ter direitos iguais para todos.”

6. Common e John Legend - sobre racismo

“Recentemente, John e eu fomos a Selma e tocamos [a canção] ’Glory’ na mesma ponte que o Dr. [Martin Luther] King e as pessoas do movimento pelos direitos civis marcharam 50 anos atrás. Essa ponte foi o ícone de uma nação dividida, mas hoje é um símbolo de mudança. O espírito daquela ponte transcende raça, gênero, religião, orientação sexual e status social. O espírito daquela ponte liga o garoto da zona sul de Chicago, sonhando em tem uma vida melhor, com gente na França lutando pelo seu direito de livre expressão e com pessoas em Hong Kong pedindo democracia. Essa ponte foi construída com esperança, soldada com compaixão e elevada pelo amor a todos seres humanos.”

7. Marlon Brando - sobre maus tratos aos índios americanos

E que lista seria justa sem o “não-discurso” de Marlon Brando? Em vez de subir no palco para receber o Oscar de melhor ator por “O Poderoso Chefão”, Brando enviou em seu lugar Sacheen Littlefeather, presidente do Comitê de Imagem Afirmativa Indígena Americano. Brando tinha mágoa de como índios eram retratados no cinema e na sociedade americana. A mensagem de Sacheen foi simples: o país ainda ignorava os direitos da população indígena.