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De quem é a culpa pelo regulamento maluco do Carioca?

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(Imagem por Gilvan de Souza / Flamengo)
(Imagem por Gilvan de Souza / Flamengo)

Em fevereiro, o Flamengo conquistou o título da Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca, ao derrotar o Boa Vista por 2 a 0. Agora, o Rubro-Negro está classificado para as semifinais da Taça Rio, o segundo turno. No entanto, vencer os dois certames não dará o título de campeão carioca ao clube da Gávea. Não, o regulamento da competição, que já foi tão simples (os campeões dos dois turnos faziam a final - se um clube ganhasse os dois certames, ficaria com o troféu estadual), agora é um samba do crioulo doido. Vejamos…

Em 2018, o esdrúxulo regulamento do Carioca prevê que se um time for campeão dos dois turnos, ele, em vez de ser consagrado o vencedor geral, “apenas” avança para a final. Enquanto isso, os outros quatro melhores colocados na classificação geral disputam um pequeno torneio. O campeão desse certame, aí sim, será o segundo finalista. Ou seja, o Flamengo pode vencer a Taça Guanabara, a Taça Rio e ainda perder o título geral. Afinal, essa “finalíssima” será disputada em jogo único, e o Rubro-Negro teria apenas a vantagem do empate nesse caso.

Quando esse tipo de cenário acontece em uma competição - e é quase sempre no futebol - a tendência é culpar a federação. No caso, a FERJ, que organiza o estadual do Rio de Janeiro. Só que os clubes todos assinam um documento que aprova a regra. Além disso, a TV que compra os direitos de transmissão também exige um número X de partidas para exibir na sua grade. Na real, nesse tipo de situação não existe culpado sem cúmplice. Mas quem é “o” culpado? Quem carrega a maior parcela de responsabilidade por tamanho absurdo? Diz aí!