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'Emoji: O Filme' e a estratégia perfeita para fazer dinheiro com um filme ruim

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Ele ainda não estreou no Brasil, mas a fama já é das piores. “Emoji: O Filme” tem avaliação de 6% no Rotten Tomatoes e nota média 1,5 na avaliação dos usuários do site IMDb. Qual a explicação, então, para o sucesso de bilheteria e a arrecadação de US$ 24,5 milhões no primeiro fim de semana de exibição nos Estados Unidos. A resposta passa por uma estratégia perfeita.

'Emoji: O Filme' e a estratégia perfeita para fazer dinheiro com um filme ruim

A Sony, produtora e distribuidora de “Emoji”, acredita que acertou na estratégia de divulgação. Ciente da (falta de) qualidade, a empresa exibiu seu filme para críticos com a seguinte ressalva: as avaliações só poderiam ser publicadas na quinta-feira, véspera da estreia nos cinemas. Resultado: pouca gente leu e muita gente foi aos cinemas.

O presidente de distribuição da Sony Pictures, Josh Greenstein, acredita que é a primeira vez que um filme com nota tão ruim no Rotten Tomatoes abocanhou mais de US$ 20 milhões em bilheterias. É realmente um feito impressionante, considerando a reputação do site de avaliações e o fato de que quase todo mundo nos EUA consulta as notas dos filmes no Rotten Tomatoes antes de comprar ingressos.

Logo, se a nota é baixa no “tomatômetro”, o filme é destinado ao fracasso. Foi o que acontecer recentemente com “A Múmia”, de Tom Cruise. Com 16% no Rotten Tomatoes, o filme arrecadou apenas US$ 31 milhões nos EUA no fim de semana de abertura (um valor baixo para uma produção com orçamento de US$ 125 milhões.

E se, por algum motivo, você ficou intrigado e quer ver “Emoji: O Filme” mesmo assim, ele estreia no Brasil no dia 31 de agosto.