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Kona, o game de detetive que mistura Fargo e Twin Peaks

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Há quem diga que é um “simulador de Canadá”, mas tem também quem vê o game Kona como uma mistura de Twin Peaks com Fargo que resulta num jogo de investigação no inverno franco-canadense com tudo que há de perigoso nesse cenário - inclusive animais. O resultado, de qualquer modo, é um game diferente, atraente e que deixa gosto de quero mais.

A história se passa do Canadá dos anos 1970, quando você, o detetive particular Carl Faubert, chega a uma cidade no norte de Quebec (onde só se fala francês) a chamado de um cliente. É aí que você descobre que algo sinistro aconteceu.

Quando dizem que Kona é um “simulador de Canadá”, é porque o gamer fica com uma sensação de isolamento durante boa parte do tempo. As conversas com outros personagens não são frequentes, e a voz do próprio Carl, que às vezes narra seus pensamentos, é uma das poucas que se ouve.

Kona, o game de detetive que mistura Fargo e Twin Peaks

Kona não é um game sofisticado. Os gráficos não são espetaculares. O som não tem nada de especial. É a história, junto com o clima do jogo, que ganha o gamer. Os obstáculos são a natureza canadense. Não tente passar muito tempo naquele frio congelante (sim, você pode morrer - de verdade - de frio) nem se aventurar tanto por regiões desabitadas. 

Kona, o game de detetive que mistura Fargo e Twin Peaks

O único probleminha é que Kona não vai longe o bastante. Os mistérios não são tão difíceis assim de decifrar, e seu trabalho de detetive não é tão exigente assim. O bom é que, segundo os desenvolvedores, Kona é apenas a primeira parte de uma história com quatro partes. Sim, o game tem um fim digno e bem resolvido, mas você vai ficar com gosto de “quero mais”. Resta torcer para que os outros três episódios façam jus à expectativa.