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Os americanos agora querem fazer uma 'Copa do Mundo dos Excluídos'

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Ficar fora de uma Copa do Mundo é sempre difícil de engolir, especialmente para as seleções historicamente fortes e com tradição, como a Itália. Para os Estados Unidos, não está sendo muito fácil também, não. Dói um bocado ser excluído quando você só precisa ficar em terceiro lugar num grupo que inclui Costa Rica, Panamá, Honduras, Trinidad e Tobago e México. Por isso, para aliviar a dor de cabeça, um grupo de americanos já pensa em uma competição alternativa - uma espécie de Copa do Mundo dos Excluídos.

Os americanos agora querem fazer uma 'Copa do Mundo dos Excluídos'

A Federação de Futebol dos EUA (USSF, na sigla em inglês), em parceria com a Soccer United Marketing e a rede de TV Fox, está planejando um torneio só para as seleções que não disputarão a Copa do Mundo da Rússia, em 2018. O Fox Sports americano confirmou a informação durante o amistoso entre EUA e Portugal, ou seja, não é boato!

A USSF é a entidade máxima do futebol nos EUA. Ela não organiza as ligas profissionais do esporte (MLS, primeira divisão; e NASL e USL, divisões secundárias), mas é responsável por sancioná-las. Além disso, é quem cuida das seleções dos EUA nas competições internacionais.

A “Copa dos Excluídos” seria uma maneira de compensar as perdas financeiras de muita gente que contava que os EUA iriam à Rússia. Segundo a revista Forbes, a USSF receberia da FIFA pelo menos US$ 12,5 milhões apenas pela participação na Copa. Além disso, o Fox Sports pagou US$ 425 milhões por todos direitos de competições da FIFA de 2015 a 2022. O canal já havia anunciado uma extensa cobertura do Mundial da Rússia. Só uma nova competição preencheria essa lacuna.

Se serve de consolo, um evento assim contaria com equipes fortes e jogadores de nome. O Chile, campeão das últimas duas edições da Copa América, levaria Alexis Sánchez, Claudio Bravo e Eduardo Vargas. A itália, então, teria Buffon, Chiellini, Immobile, Insigne… E o que dizer de Garth Bale com País de Gales? Seria um evento, no mínimo, interessante. Agora é esperar para ver se sai do papel.