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Produtores desistem de game racista que estereotipava chineses

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Imagine você que uma produtora canadense chamada Big-O-Tree Games estava desenvolvendo um jogo chamado Dirty Chinese Restaurant. Se você entende inglês, já sacou o nível do absurdo que essa notícia traz. Se você não fala a língua de Donald Trump, tudo bem, a gente explica (imagem abaixo via YouTube).

Produtores desistem de game racista que estereotipava chineses

Primeiro, Big-O-Tree é um nome cujo som é o mesmo da palavra “bigotry”, que significa “intolerância” em português. Além disso, o nome do game, em tradução livre, seria “Restaurante Chinês Sujo” em português. Agora ficou claro, né?

Pois é, os desenvolvedores desistiram de lançar o jogo. Eles divulgaram um texto em seu site, recentemente, pedindo desculpas à comunidade chinesa e afirmando que o jogo não tinha a intenção de fazer piada da cultura do país. Isso, pelo menos, é a posição oficial da empresa. 

Não é tão fácil acreditar nela, afinal o game trazia um personagem chamado Wong Fu, cujo objetivo era administrar um restaurante e ganhar pontos enquanto driblava impostos e oficiais da imigração. No game, o usuário ainda podia perseguir cachorros e gatos com um machadinho de cozinha (e servir esse tipo de carne aos clientes).

Dirty Chinese Restaurant foi anunciado em 2016, mas ganhou atenção mesmo em setembro de 2017, quando a deputada americana Grace Meng, descendente de chineses, descobriu a produção do game e contou a história em sua página no Facebook. Em seu post, ela pedia que Google, Apple e outras plataformas não apoiassem o game.

Era a publicidade negativa que os produtores canadenses nunca imaginavam que teriam. E será que eles teriam cancelado o jogo se isso não tivesse acontecido? Será?