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Spinners viram febre, mas cuidado: eles têm seus perigos

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Se você mora numa cidade grande, não vai andar mais do que 200 metros sem ver um deles nas ruas hoje em dia. Os hand spinners, ou só spinners, viraram febre. Eles não têm lá muita utilidade. Só fazem girar (e fazem isso por muito tempo), mas são ótimos para pessoas agitadas que precisam ocupar as mãos o tempo inteiro. Tem muita gente assim, então explica-se o sucesso do brinquedinho.

Spinners viram febre, mas cuidado: eles têm seus perigos

O que pouca gente sabe é que, dependendo de quem usa, os spinners têm seus perigos. Na Grã-Bretanha, por exemplo, houve um grande recall deles porque suas baterias podiam fazer crianças engasgarem. Caso as baterias sejam engolidas, o perigo também é grande, já que existe risco de hemorragia interna.

As baterias existem apenas nos spinners com luzes de led, mas até os modelos tradicionais exigem cuidado. A construção interna tem rolamentos e pequenas bolinhas de metal que também podem ser engolidos por crianças se o spinner apresentar defeito em algum momento. Por isso, é importante comprar um de boa qualidade se o objetivo é presentear algum futuro adulto.

Spinners viram febre, mas cuidado: eles têm seus perigos

Recentemente, os spinners também têm se tornado uma dificuldade nas escolas. Não pela sua qualidade, mas pelo uso frequente por parte de alunos - inclusive durante as aulas. Com tantas crianças querendo usar seus brinquedos ao mesmo tempo, o barulho feito por eles dificulta o trabalho dos professores. Por isso, algumas escolas estão proibindo o spinner - o que vai de encontro à finalidade do acessório.

Inventado na década de 1990, o spinner é utilizado em colégios por alunos autistas e com ADHD (ou DDA ou transtorno do déficit de atenção com hiperatividade). O brinquedo é uma maneira de o aluno se expressar sua necessidade de se movimentar, o que faz o cérebro produzir dopamina - substância que ajuda na concentração, no aprendizado e na memória.