Como foi seu Carnaval?

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Como foi seu Carnaval?

Foto: Gades Photography

Segunda-feira pós semana de Carnaval, saí de casa rumo ao ponto de ônibus para ir à aula ou para o trabalho, não lembro. Todas as pessoas que passavam por mim, seja nos carros, no passeio ou do outro lado da rua estavam abatidas.

Esse abatimento era perceptível principalmente nas pessoas que aguardavam o transporte público, porém, havia uma garota sorrindo.

Perguntou-me se eu estava bem, eu roboticamente disse que sim e repeti a pergunta, obtendo a mesma resposta. Queria continuar aquela conversa mas não sabia como, principalmente porque eu havia esquecido os fones em casa e estava sozinho com meus pensamentos.

Perguntei como havia sido o carnaval e ela respondeu:

 Uma bosta! Foi tão ruim que acabou sendo bom.

Eu não estava muito interessado mas o ônibus não chegava então incentivei que ela contasse a história.

 Eu comprei ingressos para uma festa funk que ocorreria no centro da cidade e fui para lá junto de dois amigos. Durante o caminho no metrô um deles disse que precisava ir não sei onde e desceu, segundo ele nos encontraríamos na festa. Depois eu e o outro seguimos até o local.

Perguntei se algum dos amigos era o namorado.

 Se fosse meu namorado eu teria falado. Nós dois descemos no centro e como era de se esperar, estava lotado. Demoramos 10 minutos para andar 50 metros. Durante esse trajeto já compramos cerveja e fomos bebendo, uma dúzia de pessoas tentaram passar a mão em mim. Quando por fim saímos do tumulto, fomos em direção à festa, o problema é que nenhum de nós sabia chegar lá.

 Nós só tínhamos o endereço e um ponto de referência. Já deveria ser umas 22h, havia pessoas dormindo no chão por todos os cantos, sem falar no forte cheiro de urina. Vagamos por meia hora procurando o local, andando no meio do cheiro fétido. Então decidimos pedir um Uber. O carro chegou, entramos, ele virou a esquina e disse que havíamos chegado ao destino. Ficamos com cara de tacho.

Eu ri forçadamente para ela e pedi que continuasse.

 Antes de entrar na festa acendemos uma bagana. Quando entramos, parecia um filme de terror. Só havia filhinhos de papai que se achavam funkeiros por ouvir “Vai embrasando”. De súbito já sentimos um mal estar, fomos comprar bebidas e a cerveja custava R$ 10. Já que havíamos pago o ingresso, ficamos lá. Estavam tocando música no som, não era um cantor mesmo.

 Já estávamos quase dormindo de tédio quando meia noite quando uma porta grande se abriu com luzes e sons, era um ambiente grande com um MC de verdade. De início foi bom, mas as pessoas ao redor não cooperavam. Aliás, nosso amigo foi aparecer por volta de 2h no lado de fora, pois depois de 0h não podia mais entrar.

 Saímos então e fomos andar no centro de madrugada, acabamos parando na porta de um puteiro e ficamos lá bebendo, fumando e conversando, foi bem melhor que a festa.

Perguntei para ela qual o motivo dela estar sorrindo se o Carnaval havia sido ruim.

 Essa história foi só de um dia, eu estava na farra até hoje de manhã. E eu estou rindo porque ainda estou chapada.

O ônibus dela chegou e ela subiu.

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