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Conhece o movimento #TimesUp? Mulheres se unem novamente no Grammy 2018

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Conhece o movimento #TimesUp? Mulheres se unem novamente no Grammy 2018

Tudo começou em outubro, quando o filho de Mia Farrow escreveu um artigo com denúncias de estupro, abuso sexual e assédio contra o produtor e magnata Harvey Weinstein. Ele, por sua vez, comanda um dos maiores estúdios de Hollywood, sendo amigo próximo de Tarantino e tendo ajudado filmes conhecidos a ganhar vida: Grandes Olhos, O Leitor, dentre outros.

Famoso por “apadrinhar” atores e atrizes e levá-los ao épice, sempre foi venerado e respeitado no meio, mesmo com várias piadas e boatos sobre os crimes que ele cometia. Veja bem, um dos apresentadores do Oscar em 2011 chegou a fazer piada com o assédio de Weinstein, mas o caso não pode mais ser escondido depois do alarmante artigo.

A ironia já começa aí: Mia Farrow acusou o ex marido, Woody Allen, outro grande diretor, de ter abusado sexualmente da filha adotiva do casal, que atualmente é esposa de Allen. Além disso, sua filha de sangue, acusou ainda o mesmo de ter abusado sexualmente dela aos 7 anos. Ninguém nunca acreditou, ninguém nunca ficou do lado de Mia e da filha.

Isso gerou uma onda que levou vários atores, diretores, produtores e nomes da indústria para a completa lama. Não por crimes que ninguém nunca tenha ouvido falar, já que ficou claro que para todos os nomes os boatos foram firmes e incessantes durante os anos. Mas com o movimento feito, ninguém pode mais se esconder.

Conhece o movimento #TimesUp? Mulheres se unem novamente no Grammy 2018

Com as mulheres e poucos homens de Hollywood sensibilizados com outras causas como o He For She da ONU e Ask He More - sobre perguntar para atrizes mais que roupas, relacionamentos e sexualidade - um novo movimento cresceu na indústria novamente. E dessa vez cresceu de forma assustadora, tomando conta de todas as premiações desde então, até o Grammy 2018 que aconteceu nesse domingo, dia 28.

No Globo de Ouro todas foram usando a cor preta. E dessa vez foi a vez das flores brancas que simbolizam a união pelo movimento Time’s Up. Com vozes fortes, muitas tem se unido cada vez mais para falar não só do assédio sexual, mas da disparidade salarial e roteiros vergonhosos que são ofertados para mulheres.

Conhece o movimento #TimesUp? Mulheres se unem novamente no Grammy 2018

As consequências foram igualmente grandes: Kevin Spacey, ator aclamado e elogiado foi demitido pela Netflix de House of Cards, substituído em filmes e desconvidado de qualquer chance de prestígio.

Weinstein foi demitido de sua própria empresa, sua esposa pediu o divórcio e acumula processos e investigações dos crimes que cometeu. James Franco foi acusado recentemente de estupro e assédio. Tantos outros atores entraram na nova lista dos odiados da indústria. Se antes era feito uma lista de mulheres que se recusaram a prestar “favores” para esses homens, agora a lista é sobre os abusadores.

Existe ainda muita discussão, como por que mesmo depois de anos de boatos, carreiras destruídas e mulheres destroçadas pela mídia toda vez que tentaram fazer uma acusação, só agora isso surtiu algum efeito?

Talvez seja o momento e todos tenham medo de acabarem sendo arrastados se fizeram vista grossa, mas a verdade é que provavelmente isso nunca irá acabar. O próprio Woody Allen consegue sair ileso mesmo depois de tudo que já foi demonstrado sobre eles. Atrizes de nome defendem o diretor ou dizem que não podem opinar sobre um assunto pessoal.

Não sabemos o conteúdo de contratos milionários que provavelmente protegem esses homens, mas sabemos que mesmo em época de teto de vidro e com o Globo de Ouro, Grammy e Oscar se levantando contra crimes que duraram décadas, existe ainda um longo caminho para que o tempo disso realmente acabe.

Principalmente no Grammy, que premia cantores e profissionais do meio artístico musical. Um ambiente onde todo dia sabemos de um novo escândalo que foi abafado pois está chegando uma nova turnê.

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