William Waack não entendeu que racismo não é piada; leia carta na íntegra

William Waack não entendeu que racismo não é piada; leia carta na íntegra

William Waack tinha duas opções depois que um vídeo onde ele profere xingamentos racistas foi divulgado na internet. O antigo âncora da Globo podia pedir mil perdões e ficar na sua por um tempo, literalmente espiando os pecados e tentando compreender os danos que cometeu ao ser racista, ocupando a posição que já teve.

Mas não, William Waack decidiu que uma boa forma de agir seria se defendendo num jogo de palavras que demonstra que além de racista, ele ainda não sabe escrever ou organizar pensamentos, e reza a lenda que é um grande jornalista.

O jornalista publicou um texto na Folha de São Paulo se pronunciando sobre o caso pela primeira vez desde então.

Leia a carta na íntegra:

64Se os rapazes que roubaram a imagem da Globo e a vazaram na internet tivessem me abordado

Desculpem-me pela ofensa; não era minha intenção ofender qualquer pessoa, e aqui estendo sinceramente minha mão.Sim, existe racismo no Brasil, ao contrário do que alguns pretendem. Sim, em razão da cor da pele, pessoas sofrem discriminações, têm menos oportunidades, são maltratadas e têm de suportar humilhações e perseguições.

79Convivi com o William a vida inteira

94mídia tradicional95fatos objetivos96verdade dos fatos97gatekeepers98mídia tradicional99

106donos107correto108

115mídia tradicional116

Por ter vivido e trabalhado durante 21 anos fora do Brasil, gosto de afirmar que não conheço outro povo tão irreverente e brincalhão como o brasileiro. É essa parte do nosso caráter nacional que os canalhas do linchamento —nas palavras, nesta Folha, do filósofo Luiz Felipe Pondé— querem nos tirar.

Prostrar-se diante deles significa não só desperdiçar uma oportunidade de elevar o nível de educação política e do debate, mas, pior ainda, contribui para exacerbar o clima de intolerância e cerceamento às liberdades –nas palavras, a quem tanto agradeço, da ministra Cármen Lúcia, em aula na PUC de Belo Horizonte, ao se referir ao episódio.

Aproveito para agradecer o imenso apoio que recebi de muitas pessoas que, mesmo bravas com a piada que fiz, entenderam que disso apenas se tratava, não de uma manifestação racista.

Admito, sim, que piadas podem ser a manifestação irrefletida de um histórico de discriminação e exclusão. Mas constitui um erro grave tomar um gracejo circunstanciado, ainda que infeliz, como expressão de um pensamento.

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