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Dor de ser o que se é: a tua dor é a minha dor, a nossa dor

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Dor de ser o que se é: a tua dor é a minha dor, a nossa dor

Foto: reprodução/Facebook/Top Mídia News

A hostilidade que encontrei ao me deparar com a postagem de um garoto de 17 anos, que foi agredido por um grupo de jovens, simplesmente por ser gay, me deixou totalmente descontrolado e irritado. O fato que aconteceu em Três Lagoas ganhou impulso nacional e é claro que eu iria comentar.

A hostilidade não fere apenas um gay, mas sim todos nós

Ninguém escolhe ser gay, simplesmente não se tem essa opção, como muitos dizem por aí, nascemos assim e ninguém vai nos mudar. Não é uma opção e sim uma CONDIÇÃO que muitos ainda não entendem, ignoram, ou simplesmente não gostam por algum motivo, seja religioso, pessoal, ou pelo círculo social, mas essa hostilidade que aconteceu recentemente não feriu apenas um gay, mas sim toda a comunidade LGBT e assim como ficamos unidos pelo caso Dandara, iremos nos unir por este garoto de 17 anos e por qualquer outro. UM POR TODOS E TODOS POR UM!

Nós sentimos a dor dele, ele poderia estar morto

A cada 25 horas uma pessoa morre vítima de homofobia no Brasil, esse garoto poderia ser mais um na contagem, que ninguém da sociedade se preocupa, mas não foi e nós sentimos sua dor. A comunidade LGBT se une por ele.

Nós sentimos cada soco

Cada soco no jovem, foi um soco em nós. E com ele aprendemos a nos levantar, pedir ajudar e não ficar com medo, mas sim colocar a boca no trombone.

Cada machucado em seu rosto, é um rasgo na bandeira colorida, e uma pincelada de branco, que a faz perder suas cores e nos faz termos medo de sermos felizes, de sairmos com amigos, ou até mesmo de sairmos para comprar um pão.

Queremos justiça

Conversando com uns amigos, e todos chegamos a conclusão mais obvia de todas: queremos justiça.

Em 2018, as pessoas se preocupam mais com a felicidade dos outros e se esquecem da própria.

Em 2018, as pessoas sentiram a dor do jovem de Três Lagoas.

Em 2018, queremos seriedade na justiça, e segurança.

Em 2018, não queremos privilégios, só o direito de ir e vir sem ter medo de apanhar ou ser executado.

Seis pessoas que vieram com mer** no lugar do cérebro

Foram seis pessoas que agrediram o jovem, por volta das 05h da manhã, de sábado (03). Jogaram o jovem meio a vegetação e desferiram fortes chutes contra sua cabeça.

Por favor, chega de intolerância!