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Ele virou recordista de venda de camisas após não boicotar o hino dos EUA na NFL

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A Liga Nacional de Futebol (NFL) declarou guerra à desigualdade racial dos Estados Unidos e às criticas do presidente Donald Trump à modalidade e resolveu protestar no fim de semana durante a execução do Hino Nacional, com jogadores, técnicos e até dirigentes no vestiário ou ajoelhados. Veterano do exército, Alejandro Villanueva, do Pittsburg Steelers, furou o protesto e viu sua camisa se tornar a mais vendida desde então.

Ele virou recordista de venda de camisas após não boicotar o hino dos EUA na NFL

O jogador da linha ofensiva pediu desculpas por não aderir aos protestos, após ser condenado pelo técnico Mike Tomlin e os companheiros, mas justificou que "quem desrespeita a bandeira também desrespeita os que se esforçam para preservá-la e lutam contra as questões raciais."

Villanueva foi Ranger do Exército dos Estados Unidos e serviu em três missões no Afeganistão, ganhando uma medalha de bronze. Ele foi o único atleta dos Steelers a entrar no campo e cantou o hino, com a mão no peito.

O norte americano é muito patriota e a demonstração de respeito ao país pelo jogador o tornou celebridade para a nação. Muita gente invadiu os sites de vendas de produtos oficiais da NFL para comprar sua camisa ou outros artigos relacionados a seu nome.

Trump chamou de "rebeldes" os jogadores que se ajoelham na hora do hino, cobrou a demissão desses atletas e ainda pediu boicote da nação à modalidade. Dirigentes mostraram que estão com seus comandados e também aderiram ao protesto no domingo. Aproximadamente 180 jogadores da NFL se ajoelharam na hora do hino. Steelers, Seattle Seahawks e Tennessee Titans ficaram nos vestiários.