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Na base da garra, Uruguai volta a ganhar numa estreia de Copa após 48 anos

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Foi no sufoco, no apagar das luzes, graças a uma cabeçada do zagueiro Gimenez quando o desespero já afligia a seleção uruguaia. Após 48 anos, enfim, a Celeste quebra o tabu e volta a ganhar em uma estreia da Copa do Mundo. O 1 a 0 aos 44 do segundo tempo acabou bastante lamentado pelo ídolo Mohamed Salah, que ficou apenas no banco de reservas do valente Egito.

Na base da garra, Uruguai volta a ganhar numa estreia de Copa após 48 anos

Não podemos tirar os méritos do goleiro El Shenawy, autor de belas defesas, mas o grande responsável pelo sofrimento do Uruguai na estreia da Copa foi o atacante Luiz Suárez. O maior artilheiro da Celeste teve três grandes chances em seus pés e deixou de fazer o que mais sabe: gols.

Com o artilheiro (tem 51 gols pela seleção) descalibrado, o Uruguai teve de partir para o desespero e apelar para os chuveirinhos quando o 0 a 0 parecia o resultado mais justo. Num desses cruzamentos para a área, porém, Gimenez surgiu entre os zagueiros e balançou as redes para delírio uruguaio.

Estivesse Salah em campo e o sufoco celeste seria ainda maior. Os egípcios souberam marcar forte quase o tempo todo e tiveram contragolpes açucarados para marcar em seu retorno a um Mundial após 26 anos. Faltou o goleador para o toque final, já que os atacantes em campo provaram o quanto a seleção depende do "rei dos faraós".

Ao Egito fica a impressão que dá para sonhar com classificação caso aconteça o retorno de sua estrela. Que ela aconteça já na próxima rodada diante da frágil Arábia Saudita. Aos uruguaios um alerta: ou jogam mais ou podem ser surpreendidos. E o duelo seguinte é contra os motivados russos, anfitriões da Copa e que terão a torcida toda a seu favor.

Na base da garra, Uruguai volta a ganhar numa estreia de Copa após 48 anos
Na base da garra, Uruguai volta a ganhar numa estreia de Copa após 48 anos
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