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Peru sufoca a Dinamarca, bola teima em não entrar e seleção acaba castigada

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A seleção peruana merecia melhor sorte em sua volta à Copa do Mundo, após 36 anos. Mesmo poupando Guerrero em boa parte dos 90 minutos, a seleção sul-americana sufocou a Dinamarca por quase todo o "confronto direto" e o resultado de derrota, por 1 a 0, não refletiu o futebol apresentado em campo.

Os peruanos foram superiores aos europeus, bombardearam o goleiro Schmeichel e até pênalti desperdiçaram. Pagaram pela falta de pontaria e foram castigados ao ver os dinamarqueses encaixarem um certeiro contragolpe na etapa final. Poulsen fez o gol solitário do jogo.

Peru sufoca a Dinamarca, bola teima em não entrar e seleção acaba castigada

Peru e Dinamarca entraram em campo motivados pela idêntica sequência invicta de 15 jogos. E cientes que o vencedor do confronto daria gigantesco passo para a possível segunda vaga numa chave que tem a França como grande favorita e a Austrália de azarão.

O curioso foi os peruanos deixarem o goleador Guerrero no banco de reservas depois de passar um bom tempo tentando livrá-lo de acusação de doping. Talvez por uma condição física precária.

Mesmo assim, bastou a bola rolar para vermos um jogo franco, aberto e com ambos mais dispostos a atacar do que se defender. A ambição era maior que o medo e quem assustou primeiro foi o time sul-americano. Com chutes de Yotun e Carrillo, exigindo boas defesas de Shmeichel. Depois, com Farfán (substituto de Guerrero) sendo travado na hora H.

Do lado dos grandalhões suíços, apesar de chegadas interessantes no ataque, faltaram finalizações. Delaney chutou a primeira oportunidade para o alto. O craque Eriksen teve chance açucarada com falta na entrada da área, mas carimbou a defesa.

O primeiro tempo foi animado, bem disputado, mas faltaram os gols. E ele só não saiu nos acréscimos pelo fato de o são-paulino Cueca ter cobrado um pênalti "na lua". O lance novamente só foi confirmado com a utilização do auxílio do VAR, pois o árbitro não viu a falta claríssima de Poulsen em Cueva - deixou o gramado chorando após o erro.

O meia podia se redimir no começo da etapa final ao receber em impedimento e optar por drible e passe. Seus companheiros se enrolaram e jogaram mais uma chance clara no lixo. O castigo veio a jato. Contragolpe e Eriksen serviu Poulsen: 1 a 0 para quem passava aperto no famoso "quem não faz, toma".

O jeito foi apelar para a entrada de Guerrero na vaga de Flores, aos 17 minutos da fase final. No primeiro lance, ele já cabeceou com perigo. Depois, viu seu calcanhar tirar tinta da trave. Farfán também viu suas oportunidades teimarem em não entrar.

O Peru martelou até o fim, cansou de desperdiçar chances para empatar e chora uma dolorosa e injusta derrota. Os dinamarqueses festejam, pois sabem que deram passo largo pela vaga.

Peru sufoca a Dinamarca, bola teima em não entrar e seleção acaba castigada
Peru sufoca a Dinamarca, bola teima em não entrar e seleção acaba castigada
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