Akinfeev defende dois pênaltis e Rússia derruba a poderosa Espanha nas oitavas

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A Espanha cai após não conseguir superar um forte paredão defensivo russo. Favorita, decepcionou com futebol pobre e pragmático diante de toda a Copa. Faltou ambição no duelo das oitavas de final para os espanhóis. A Rússia queria os pênaltis e brilhou em sua estratégia. Mesmo em casa, com quase 80 mil vozes empurrando o time, o treinador russo não se envergonhou de colocar toda sua equipe na defesa. A ordem era segurar a Espanha e, se puder, encaixar e achar um gol no contra-ataque. Escalou uma parede com cinco defensores. Por outro lado, o técnico Fernando Hierro surpreendeu ao deixar Iniesta, o astro da seleção espanhola, no banco. Promoveu a entrada de Ascensio para contar com uma seleção mais rápida em campo. Queria apertar os donos da casa para diminuir uma possível pressão da torcida. E começou se dando  bem. Logo aos 11 minutos, uma falta boba e dura de Zhirkov em Nacho na lateral do campo resultou no primeiro gol do jogo. Após o cruzamento, o zagueiro Ignashevich se preocupou mais em agarrar Sérgio Ramos do que olhar para a bola e acabou desviando contra as próprias redes. A pelota tocou no calcanhar do defensor, num lance muito esquisito. A Espanha que ainda não havia encantado nessa Copa buscaria mais gols após abrir o placar cedo? Não. Preferiu cozinhar o galo e administrar a mínima vantagem. Abdicando de velocidade e objetividade, foi atraindo os russos para o ataque. Sem, porém levar sustos. Mas com a bola rondando sua área, uma hora o castigo viria. Dito e feito. Cruzamento para Dzyuba, que cabeceia e a bola toca na mão de Piqué: pênalti. O atacante cobra com precisão e empata aos 40. Que baita festa dos russos, incrédulos com empate diante de uma campeã mundial. Os jogadores saíram sob aplausos para o intervalo. A Rússia voltou para o segundo tempo iludindo seu torcedor com uma falsa pressão que rapidamente se desfez. A ordem realmente era segurar o empate e tentar, quem sabe, chegar na decisão para os pênaltis. A Espanha sabia que era a favorita e tomou novamente as rédeas do jogo. Iniesta entrou para dar mais classe ao time. O atacante Aspas também foi chamado por Hierro. Era uma pressão falsa, apenas com domínio na posse de bola. E nada de superar o paredão russo. A grande chance veio aos 39, com chute forte de Iniesta de fora da área. O goleiro Akinfeev espalmou e também defendeu o chute de Aspas no rebote. Sem gol, o jogo foi para a primeira prorrogação da Copa. No tempo extra, um sufoco daqueles por parte da Fúria. Akinfeev novamente trabalhou bem em chute de Rodrigo. Debaixo de forte chuva, o gol teimou em não sair e a vaga foi para a angustiante decisão de pênaltis. A Rússia acertou suas quatro cobranças - nem precisou da última, enquanto a Espanha falhou duas vezes e dá adeus precocemente.

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