FUTEBOL

Árbitro do pênalti para Real diante da Juventus sofre com ameaças de morte

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Como mexe com a gente o tal futebol. Emocionante, angustiante, prazeroso. Mas, infelizmente, também violento e, por causa de muitos, sujo e decepcionante. Já faz uma semana da eliminação da Juventus diante do Real Madrid com um gol de pênalti questionado no fim do jogo, e o lance ainda rende assunto é, o pior, lastimável, ameaças de morte ao árbitro que anotou o lance a favor dos merengues.

Se fosse no Brasil, estariam estampados em todos os sites mundo afora: "vergonha", "terceiro mundo", "vexame", "ridículo"... entre outros adjetivos de crítica.

Como trata-se de um árbitro inglês, que mora e atua na Europa, a repercussão é pequena e tratada como "atos isolados".  Não pode. Até hoje o lance não transmite clareza se foi ou não falta. Portanto, valeu a interpretação de Michael Oliver.

Torcedores do clube italiano, revoltados contudo, resolveram querer tirar a limpo o assunto ameaçando a integridade física do árbitro e de sua mulher, Lucy. Ambos estão recebendo diversas ameaças de morte e sob proteção policial para que o pior aconteça.

Acredite, um lance questionável impede um ser humano, passível de erro, a ficar enclausurado dentro da própria residência, sem paz, liberdade e, o pior, impossibilitado de exercer suas funções. Deplorável.

Ao menos lá, o profissional estará recebendo amparo das autoridades. Aqui, o árbitro da final paulista entre Palmeiras e Corinthians que não fique esperto e aparece espancado num canto. Ou coisa até pior. Podemos ser torcedores fervorosos, mas que o ocorrido em campo, fique ali. Matar? Agredir? Parem com isso.

Árbitro do pênalti para Real diante da Juventus sofre com ameaças de morte
Árbitro do pênalti para Real diante da Juventus sofre com ameaças de morte
Árbitro do pênalti para Real diante da Juventus sofre com ameaças de morte
Árbitro do pênalti para Real diante da Juventus sofre com ameaças de morte