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Brasil sofre, mas derruba a forte muralha defensiva da Costa Rica nos acréscimos

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Foi com exagerada dose de sofrimento, mas enfim saiu a primeira vitória brasileira na Copa do Mundo. Depois de passar os 90 minutos esbarrando na muralha defensiva da Costa Rica, os comandados de Tite marcaram duas vezes nos acréscimos e chegam à rodada decisiva necessitando apenas de um empate para se classificar às oitavas. O duro 2 a 0 premiou quem não desistiu de buscar a vitória desde o minuto inicial.

Brasil sofre, mas derruba a forte muralha defensiva da Costa Rica nos acréscimos

Nem o mais pessimista torcedor imaginaria tamanho drama contra uma seleção frágil como a Costa Rica. Sem técnica e apostando apenas na defesa, a seleção da América Central conseguiu dificultar muito o trabalho do Brasil e valorizou demais a nossa vitória.

Agora o Brasil encara a Sérvia na quarta-feira um pouco mais aliviado, já que não terá de partir com tudo para cima. Uma igualdade já serve, apesar de o discurso ser de busca pela vitória para fechar na primeira colocação.

Terá, portanto, de estar ligado desde o começo. A seleção brasileira demorou muito para "acordar" no jogo contra a Costa Rica e poderia ter saído em desvantagem logo aos 14 minutos. A boa trama costarriquenha pela direita terminou com Borges desperdiçando grande chance.

Era, porém, a forte marcação rival que incomodava. Maior esperança verde e amarela, Neymar sofreu algumas faltas e tentou cavar outras tantas. De efetivo, nada na fase inicial. Parecia incomodado, ainda, com as dores no tornozelo.

O único chute brasileiro no alvo em 46 minutos - tivemos um de acréscimo - foi de Marcelo, nas mãos de Navas, sem perigo algum. Apesar do domínio da posse de bola, o Brasil não incomodou a frágil Costa Rica. Foi para o intervalo sob vaias e ciente que ficou devendo futebol. Alguns ainda quiseram pressionar o árbitro talvez para desviar o foco de mais uma apresentação até então pífia.

Tite tinha de fazer alguma coisa no vestiário. Depois da decepção do empate diante da Suíça, o futebol do primeiro tempo conseguiu ser ainda pior. Era necessário mudança de peças e de espírito.

O treinador sabia que tinha de mexer no time e optou por sacrificar Willian para a entrada de Douglas Costa. E o Brasil voltou ligado, apertando. Em quatro minutos foram três chances, uma com Neymar, bola na trave de Gabriel Jesus e chute perigoso de Philippe Coutinho.

Virou ataque contra defesa. Navas fez defesaça e impediu Neymar de tirar o zero do placar aos 11. Depois segurou novo chute de Coutinho. O Brasil já fazia por merecer o gol. Mas a bola teimava em não entrar.

Tite colocou a seleção ainda mais no ataque com Roberto Firmino na vaga do volante Paulinho. Com cinco brasileiros na frente, furaríamos o paredão defensivo costarriquenho? Neymar teve oportunidade de ouro aos 27 em rara falha da defesa e errou o alvo. Tapou o rosto com a camisa, de vergonha.

Aos 32 o árbitro deu um pênalti em Neymar, mas após consultar o VAR, voltou atrás em sua decisão. Dali em diante, os brasileiros já não conseguiam mais segurar a irritação com a falta do gol. Nosso astro e Philippe Coutinho levaram cartão amarelo num mesmo lance, ambos por reclamação. Mal sabiam os costarriquenhos que eles decidiriam.

A Costa Rica não queria mais nada, com muito tempo ainda por jogar. Fazia onda, seus jogadores caiam a cada lance, tentando matar o tempo, até a justiça no placar acontecer. A partida entrava nos acréscimos quando Philippe Coutinho, de bico, tirou "um caminhão" das costas do Brasil ao fazer 1 a 0. Aos 52, Neymar fechou a conta e chorou muito após luta para jogar a Copa. A vaga, até então ameaçada, agora só depende da gente. Ufa!

Brasil sofre, mas derruba a forte muralha defensiva da Costa Rica nos acréscimos
Brasil sofre, mas derruba a forte muralha defensiva da Costa Rica nos acréscimos
Brasil sofre, mas derruba a forte muralha defensiva da Costa Rica nos acréscimos