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Brasileiros não se cansam e fecham o ano com seu mau costume: troca de técnicos

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O nosso futebol não aprende que a manutenção de treinador é o segredo para se colher frutos lá na frente. E cada vez mais amplia o mau costume da troca de comando. Agora em três fases, no começo, no meio e no fim do ano.

Os dirigentes precisam aparecer, mostrar que estão fazendo algo (mesmo que seja feio e errado) por seu clube. E o fim do ano está se superando na troca das cadeiras.

Clube que garantiu a permanência do "professor" numa semana e na outra o demitiu, assim como tem gente que acredita em milagre com troca restando três rodadas.

Outros chutam o técnico por ele ter cumprido a meta do ano. E trocar de treinador no meio de uma decisão dá certo? Há também quem prefira sair após uma conquista e aquele prestigiado que balança com menos de dois meses de casa.

Uma coisa é certa. Difícil um clube começar e fechar o ano sob o mesmo comando. Veja como está a famosa dança das cadeiras no nosso decadente futebol:

Atlético-MG

Marcelo Oliveira fez sucesso como jogador no clube e chegou para se tornar ídolo como comandante. Seis meses depois foi demitido após perder o jogo de ida da decisão da Copa do Brasil para o Grêmio. A diretoria contratou Roger, que saiu do clube gaúcho, para dar dicas de como superar o rival no jogo de volta.

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Vasco

Jorginho não conseguiu salvar o Vasco da queda em 2015 e tinha respaldo para subir com o time na Série B. Apesar de tropeços, cumpriu sua missão e, ao invés de ganhar novo voto de confiança, foi trocado por Cristóvão Borges.

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São Paulo

O presidente Carlos Augusto Barros e Silva garantiu a permanência de Ricardo Gomes para 2017 numa semana e na outra o demitiu para anunciar Rogério Ceni como comandante.

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Fluminense

Levir Culpi não vinha bem, é verdade, mas podia muito bem dirigir o clube até o final do Brasileirão. Foi dispensado, Marcão assumiu interinamente e também está mal e agora o clube faz de tudo para trazer Abel Braga

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Internacional

Começou bem o Brasileirão, liderou, mas a fase virou e os técnicos viraram culpados. Caíram Argel, o ídolo Falcão após míseros 5 jogos e Celso Roth. Trouxe Lisca para as últimas três rodadas e já pensam novo comandante para 2017.

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Corinthians

Oswaldo de Oliveira chegou não faz muito tempo, sob enorme prestígio com o presidente Roberto de Andrade. Muitos no clube, porém, apostam que não emplaca 2017. A pressão pela troca é gigante.

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Palmeiras

Aqui a história é diferente. Após o título nacional, o comandante anunciou que está de saída. E Mano Menezes (Cruzeiro) e Eduardo Baptista (Ponte Preta) são nomes fortes.

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Santa Cruz

Todos sabiam que a missão de fugir do rebaixamento era complicada e mesmo assim Doriva aceitou a missão. Caiu com três meses de trabalho e o clube procura um novo comandante.

Paraná Clube

O time esperou apenas a confirmação da fuga do rebaixamento na Série B para dispensar Roberto Fernandes, restando apenas duas rodadas na competição.

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