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Com "5 dias de atraso" e nova decepção, Botafogo, enfim, demite seu técnico

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A torcida exigiu a saída, o patrocinador também, mas a diretoria do Botafogo não cedeu à pressão após vexame na Copa do Brasil e resolveu "pagar para ver", bancando a permanência de Felipe "Tigrão" Conceição no comando do time para as semifinais da Taça Guanabara. A insistência custou caro, o time acabou eliminado e, com "5 dias de atraso" os engravatados se renderam ao óbvio e demitiram o treinador.

Tigrão durou apenas sete jogos no comando do Botafogo. Não resistiu aos três tropeços consecutivos. A torcida nunca quis um "novato" no comando do time em ano cheio de competições. Mas, sem dinheiro para investir, os dirigentes queriam lançar um novo "Jair Ventura". Não deram a mesma sorte e a situação ficou insustentável.

Começou com frustrante empate sem gols diante do Madureira que custou a primeira colocação no grupo e a vantagem do empate na semifinal. No jogo, o time ainda foi ironizado pelo atacante Souza, que imitou o "chôrôrô".

O baque maior, contudo, foi a queda na Copa do Brasil logo na estreia, diante do Aparecidense. O Botafogo até abriu o marcador, mas levou a virada, caiu e ainda foi ironizado nas redes sociais pelo adversário. Ali, a torcida já queria a "cabeça" de Tigrão. Um dos patrocinadores, também. Cuca foi o "indicado" por todos.

Os dirigentes acreditavam que o clima quente seria acalmado com triunfo sobre o Flamengo na semifinal. Apostaram errado, veio nova queda, mais uma tiração de sarro, desta vez com Vinícius Júnior imitando o "chôrôrô", e a constatação que todos sabiam: Tigrão não era a aposta correta. O demitiram e agora tentam encontrar um treinador "experiente" no mercado.

Com "5 dias de atraso" e nova decepção, Botafogo, enfim, demite seu técnico

Foto: Twitter/Botafogo