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Corinthians surpreende com a artilharia aérea de seus jogadores "baixinhos"

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Já podemos cravar: Fábio Carille é um treinador diferenciado. Ele perdeu sem artilheiro da temporada passada e não ficou lamentando. Ao contrário, sem Jô e um substituto para a camisa 9, reinventou a maneira de o Corinthians jogar com as peças disponíveis. E sem perder a força. A última invenção? Das últimas quatro vitórias, três vieram graças a gols de cabeça da artilharia aérea de "baixinhos" do time, uma orientação do técnico.

Corinthians surpreende com a artilharia aérea de seus jogadores "baixinhos"

Carille sabia que não seria fácil para a direção encontrar um centroavante no mercado. Muitos já estavam empregados e outros custavam caro para as pretensões corintianas - o problema vai acabar em breve com acerto com Roger, ex-Inter. Sua ideia, então, foi fazer um esquema com atacantes abertos na beirada e um meia sempre aparecendo no meio da área.

Mas um meia teria tal cacoete? Jô era cabeceador nato e dominava a área. Surpreendentemente, a tática vem dando enorme resultado. E Rodriguinho e Jadson até brincam com a situação após brilharem no quesito.

Autor do gol decisivo diante do Independiente, que valeu a liderança isolada do grupo da Libertadores, Jadson disse que dá para contar nos dedos seus gols de cabeça. E zomba do parceiro: "Se até o Rodriguinho faz..."

O camisa 26 está até se especializando na jogada. Quando poucos acreditavam que o Timão furaria a bem postada defesa do São Paulo em Itaquera, ele apareceu para estufar as redes de Sidão. Repetiu a dose, novamente diante de setor defensivo muito duro, ao abrir o marcador diante do Fluminense, na estreia do Brasileirão.

Num elenco com os grandalhões Henrique, Balbuena, Ralf, Renê Júnior, Kazim, são os "gigantes" Rodriguinho, de 1,78 m e Jadson, de 1,77 m, os homens da bola alta. Coisas (boas) de Carille.