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Desprezado no São Paulo, ele dirige o time com 2° melhor desempenho do país

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Ele foi demitido do São Paulo no começo de março após 22 anos de trabalho prestados com maestria no clube. Indicou grandes e surpreendentes contratações expor vezes "quebrou o galho" como treinador. Saiu magoado, se sentindo desprezado e sem poupar críticas - "foi vergonhoso o que fizeram comigo", disparou. Hoje, Milton Cruz se consolida na carreira de treinador e dirige o time com o segundo melhor desempenho do país entre as Séries A e B. Apenas o Palmeiras, com 100% de aproveitamento, supera a campanha do Figueirense de Milton Cruz. Dirigindo o time catarinense, já tendo enfrentado três clássicos estaduais e mais um duelo na Copa do Brasil, o desempenho é de 90,47% no ano. O Figueirense de Milton Cruz está disparado na liderança do Estadual, com seis pontos de vantagem sobre o segundo colocado, a Chapecoense, e já bateu os rivais Criciúma e Joinville. Na Copa do Brasil, derrotou o Treze, por 2 a 0, na Paraíba. Milton Cruz assumiu o Figueira no meio da Série B de 2017 e salvou o time do rebaixamento. Mantido no cargo, está já 10 partidas sem perder e encantando os torcedores, que já esfregam as mãos sonhando com a volta a elite no fim do ano e já esbanjando confiança em levantar a taça catarinense de 2018. Apesar dos elogios, o treinador mantém os pés no chão e adota a humildade para falar de seus números em Santa Catarina. "Não sei se sou treinador de sorte, mas a montagem do elenco foi importante. Treinador não quer mais pegar time no decorrer do campeonato. Peguei no ano passado e acabei encarando, disseram que era dinamite no colo. Com o trabalho e coragem conseguimos fazer o Figueirense sair da zona desconfortável e tive respaldo para a montagem da equipe neste ano", enfatiza. Certamente o instável São Paulo deve estar arrependido de tê-lo demitido. Enquanto isso os catarinenses são só elogios ao "professor". Sorte a esse respeitado profissional. Ele merece.

Desprezado no São Paulo, ele dirige o time com 2° melhor desempenho do país
Desprezado no São Paulo, ele dirige o time com 2° melhor desempenho do país
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Fotos: Twitter/Figueirense