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Líder na Série A após 7 anos, "vivo" em torneios. Que crise é essa do Flamengo?

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Muitos clubes do país gostariam de estar na situação do Flamengo: líder isolado do Brasileirão, algo que não curtia desde a primeira rodada de 2011, podendo se classificar às oitavas de final da Libertadores antecipadamente contra o Emelec e amplo favorito diante da Ponte Preta nas oitavas da Copa do Brasil. Mas, apesar de tudo parecer as mil maravilhas no campo, o time está em crise, numa interminável rota de colisão com alguns de seus irritados torcedores.

Líder na Série A após 7 anos, "vivo" em torneios. Que crise é essa do Flamengo?

Dá para entender? Juro que não. Tudo bem que o Flamengo decepcionou no Carioca ao cair nas semifinais (era o grande favorito) e não jogou bem algumas partidas da Libertadores. Mas a torcida (pequena parte) anda exagerando. Medo ou ação orquestrada?

Os muros da Gávea já foram pichados mais de uma vez pedindo a "cabeça" de alguns jogadores, casos de William Arão e Diego. O presidente Eduardo Bandeira de Melo também não passou impune. O zagueiro Rever foi detonado pelas redes sociais. No retorno do time da Colômbia, onde empatou com o Santa Fe, cobranças no aeroporto, com "chuva de pipocas". Veio o embarque para Fortaleza e mais pressão. Diego chegou a ser agredido, como o próprio relatou.

Tudo isso só serviria para tumultuar o ambiente ainda mais. Pois bem, o time foi ao Castelão e deu baita surra no Ceará: 3 a 0 com Diego indo para os braços da galera. Após 268 rodadas do Brasileirão, finalmente o Flamengo voltou ao topo dos pontos corridos.

Ganhar do lanterna Emelec no Maracanã, daqui 10 dias, será a garantia de classificação na Libertadores, pois ninguém imagina que o River Plate seja derrotado em casa pelo Santa Fe. Ou seja, estão fazendo enorme tempestade em copo d'água. O Flamengo, apesar de não demonstrar bom futebol ora ou outra, está caminhando bem (até demais) para conquistas grandes em 2018. Basta um pouco de paz.

O problema é a aquele grupo de torcedores nervosões achar que a redenção veio justamente por suas cobranças duras. O time é bom e não merece o exagero dessa pressão. O famoso "no amor ou no terror" pode inibir os garotos e fazer com que os mais experientes optem por sair do clube. Já há jogador pensando na possibilidade. Aí, sim, a coisa desanda. Que a torcida pegue a equipe no colo e a conduza às conquistas. Esta crise atual que ronda (ou rondou) a Gávea não tem (ou teve) a menor necessidade.

Líder na Série A após 7 anos, "vivo" em torneios. Que crise é essa do Flamengo?
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