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Lukaku comanda goleada da Bélgica sobre Tunísia e divide artilharia com CR7

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Cristiano Ronaldo ganhou um concorrente de peso na briga pela artilharia e para ser o destaque da Copa do Mundo da Rússia. O gigante Lukaku vem sendo o cara da Bélgica e comandou mais uma bela vitória da ótima seleção europeia. O centroavante anotou dois gols na goleada por 5 a 2 sobre a Tunísia e divide a artilharia com o português, ambos com quatro gols.

E Lukaku parece querer imitar Cristiano Ronaldo em tudo. Falta apenas o gol de falta, já que diante dos africanos anotou um com o pé direito e o outro com o esquerdo. Já havia deixado sua marca na estreia em boa cabeçada. É um artilheiro dinâmico, como CR7, que fez cada um de seus quatro gols de uma maneira diferente.

O segundo triunfo belga na Copa do Mundo começou a ser desenhado com apenas seis minutos, em pênalti sofrido e cobrado com perfeição por Hazard. Os tunisianos reclamaram muito da marcação, mas a tecnologia comprovou falta no lance.

Porteira aberta, chegou a hora de Lukaku aparecer. Em boa movimentação, recebeu livre duas vezes, a primeira para bater cruzado de pé esquerdo e a segunda, já nos acréscimos da primeira etapa, dando toque sutil de direita para tirar do goleiro. Entre seus gols a Tunísia esboçou uma reação com cabeçada de Bronn.

O segundo tempo começou com a Tunísia se lançando ao ataque tentando diminuir a surra. Teve duas chances, mas abriu espaço para os rivais, que não perdoam. De Bruyne deu ótimo lançamento para Hazard, ele driblou o goleiro e estudou as redes: 4 a 1.

Lukaku, mancando, foi substituído aos 13 e saiu de campo ovacionado. Deu lugar a Fellaini em mais um jogo no qual mostrou toda a sua vontade em terminar na artilharia. Saiu com a certeza do dever cumprido. No ritmo imposto, o camisa 9 tem tudo para desbancar Cristiano Ronaldo, pois sua seleção parece bem mais armada e com melhores peças que Portugal.

Lukaku se tornou com os gols deste sábado, o maior artilheiro belga em Copas, ao lado de Wilmont, com cinco gols. Tem tudo para se isolar em breve após brilho na vitória mais ampla da seleção num Mundial. A Tunísia vendeu caro a derrota, apesar de ter sido por goleada, o que engrandece ainda mais o trabalho de uma seleção que corre por fora na briga pela taça e não pode, em hipótese alguma, ser desprezada.

Poderia ter sido o maior placar desta edição não fosse o dia pouco inspirado de Batshuayi, o escolhido pelo técnico Roberto Martinez para substituir Hazard desde os 22 da fase final. O centroavante teve cinco belas chances e perdeu gols incríveis.

Batshuayi driblou o goleiro e chutou para ver o zagueiro tirar em cima da linha, depois conseguiu pegar um rebote na pequena área, livre, e carimbar o travessão, noutro lance chutou forte para um milagre do camisa 1 da Tunísia e ainda tirou tinta da trave. Por sorte, se redimiu ao se jogar numa bola e, finalmente, "tirar a zica". Não merecia passar em branco.

Khazri ainda descontou no fim, mas sabe que a eliminação é inevitável. Assim como a Bélgica já se sente classificada. Basta o Panamá não ganhar da Inglaterra neste domingo.

Lukaku comanda goleada da Bélgica sobre Tunísia e divide artilharia com CR7