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No último lance, Kroos faz Alemanha renascer com gol da vitória sobre a Suécia

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Último lance do jogo, a Alemanha em situação extremamente delicada na Copa do Mundo e Tony Kroos assume a responsabilidade em cobrança de falta. Combina a jogada com o companheiro Reus e solta o chute com curva. A bola morre na rede do goleiro Olsen e decreta o renascimento da campeã mundial na Rússia. Um gol salvador, heróico, que garantiu a virada sobre a Suécia, por 2 a 1, e coloca novamente os alemães no caminho da seleção brasileira.

No último lance, Kroos faz Alemanha renascer com gol da vitória sobre a Suécia

Foi a redenção de Kroos, responsável pelo passe equivocado que propiciou o gol da Suécia. O meia, destaque justamente por não errar passes, falhou em lance que poderia derrubar a gigante pela primeira vez numa fase de grupos. Até um empate era bastante ruim.

A festa dos alemães no fim do jogo, com Kroos aplaudindo a torcida, Neuer e Gomez aliviados, trocas de abraços, prova que a crise, após essa vitória em tons dramáticos e emocionantes está amenizada e porque não dizer, com um ponto final. A paz, ao menos, vai durar até o jogo diante da Coreia do Sul.

Apesar de Neuer se esforçar para mostrar que não havia um racha no elenco, a crise ficou comprovada com as mudanças no time. Os meio-campistas Özil e Khedira foram barrados e o zagueiro Hummels alegou dores no pescoço (amarelou?) e também deixou a equipe. Rüdiger, Rudy e Reus foram as novidades do técnico Joachim Löw, além da volta de Hector na lateral esquerda (estava gripado).

Com quatro mudanças e cobrança entre os jogadores e da torcida, a campeã mundial foi para o abafa desde o apito inicial. Draxler e Hector por pouco não abriram o placar logo de cara. Alugava o meio-campo e ficava exposta ao contragolpes.

Numa das escapadas suecas, aos 12, Berg foi empurrado e derrubado por trás por Boateng para revolta geral dos torcedores, que cobraram a marcação do pênalti, ignorado por árbitro e pela turma do VAR. Lance difícil. No meio do campo seria dada a falta. Achei pênalti.

Aposta de Löw, Rudy viu sua chance da vida na seleção durar apenas 25 minutos ao levar uma pancada forte no nariz, sem querer, obrigá-lo a ser substituído. Ficou irritado e bastante desolado no banco de reservas.

Primeiro baque. Gündogan nem bem entrou em seu lugar e veio o segundo golpe, ainda mais doloroso. O excelente Kroos, que quase nunca erra passe, falhou na saída de bola, Claesson recebeu de Berg e cruzou para Toivonen dominar no peito e encobrir o desesperado goleiro Neuer: 1 a 0 aos 32 minutos. Se o empate já era péssimo...

A situação só não piorou antes do intervalo graças a defesaça do goleiro Neuer no fim. Os campeões foram para os vestiários cabisbaixos, sentindo o golpe. Seriam mais 45 minutos para reagir ou amargar vexame inédito.

Löw resolveu apostar no jogo aéreo ao usar dois centroavantes, com Mário Gomez ao lado de Timo Werner. A tática da poderosa Alemanha era cruzar para a área e "seja o que Deus quiser".

E o empate saiu rapidamente. Com dois minutos, curiosamente num cruzamento por baixo. Werner buscava Gomez, que passou da bola e viu Reus vir de trás para empatar. Virou bombardeio alemão.

A virada parecia inevitável. Só um time jogava no segundo tempo e Müller, de cabeça, arrancou o "uh" da torcida. Reus errou a letra na hora de aliviar a situação alemã. O time atuava até bem, mas o relógio jogava contra. E com o passar do tempo, os nervos alemães foram novamente se aflorando. Os erros de passes aumentavam a cada minuto.

Complicadíssimo com 11 contra 11, novamente dramático após a expulsão de Boateng, aos 36 minutos. Sem outra saída, a Alemanha se jogava em busca da virada e Gomez quase conseguiu. Olsen voou para espalmar. Defesa milagrosa. Brandt carimbou a trave. Novo tropeço?

A Alemanha martelou até o último segundo, numa das maiores pressões em partida de futebol, e foi premiada com gol de redenção de Kroos no lance final. A gigante cambaleou, flertou com a queda antecipada, mas foi premiada pela luta e renasce. Basta ganhar da Coreia do Sul que a avança. E pode ainda terminar como líder.