FUTEBOL

Santos empata com o líder Flamengo e mostra que Jair não era o (único) problema

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O santista festejou a dispensa de Jair Ventura e imaginava a volta dos triunfos sob a direção de Serginho Chulapa. Mas ficou comprovado na Vila Belmiro que o ex-treinador não era o único problema da equipe. Falta muita coisa ao time praiano, que mais uma vez teve de se contentar com um empate: 1 a 1 com o líder Flamengo e mais lamentação.

Dono de um ataque ótimo, com o garoto prodígio Rodrygo, o habilidoso Bruno Henrique e o sempre perigoso Gabigol, o Santos não consegue fazer a bola em seus jogadores ofensivos. Sem armador, fica com a fuga das últimas colocações e o afastamento definitivo da ameaça de rebaixamento.

Pior, os volantes Alisson e Diego Pituca também não são atletas para a grandeza do Santos. Apenas batem e quando pegamos atletas habilidosos pela frente, sofrem para pará-los. Os flamenguistas, mesmo numa noite ruim em Santos, chegaram por vezes com perigo ao passar fácil pelos marcadores.

O Santos precisa, com urgência, de um técnico que dê uma chacoalhada no elenco, que mude a postura em campo e faça o DNA ofensivo realmente funcionar. Também necessita arrumar a defesa. Levar um gol por jogo é demais para um grande: são 15, um por rodada.

Chulapa é parceiro de todo mundo e, ao menos, viu Gabigol desencantar. Mas sua amizade com os jogadores acaba sendo prejudicial na hora de ele dar bronca no time - não vai fazer. Melhor a diretoria se coçar e buscar um nome de impacto. Nova aposta não adianta.

Santos empata com o líder Flamengo e mostra que Jair não era o (único) problema