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São Paulo insiste em erro de trazer compatriotas para agradar técnicos gringos

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Com entusiasmo, o presidente Carlos Augusto Barros e Silva, do São Paulo, anunciou a contratação do  uruguaio Gonzalo Carneiro, do Defensor. O desconhecido atacante é o primeiro "reforço" do técnico Diego Aguirre, que ainda sugeriu outro compatriota para a diretoria. Nos últimos anos, a prática de trazer gringos por puro agrado aos treinadores estrangeiros não deu certo, mesmo assim há a insistência no erro por parte do clube.

São Paulo insiste em erro de trazer compatriotas para agradar técnicos gringos

Não quero dizer que Carneiro será um fracasso no São Paulo. É um jovem promissor de 22 anos que também esteve nos planos do Grêmio. Até torço para que dê muito certo por aqui, como tantos outros estrangeiros. Acontece que seus números em 2017 não são muito convincentes. Foram apenas 13 gols em 35 jogos - bem menos que muitos atacantes brasileiros, por exemplo.

Contra Carneiro jogará, ainda, o fato da adaptação e de chegar sem jogar desde novembro, por causa de uma pubalgia. Ou seja, vamos demorar para vê-lo em ação. Com contrato de três anos, pode se tornar um mico como outros "jogadores de confiança" de técnicos recém passados pelo Morumbi.

Inicialmente, o plano de trazer Carneiro foi de Diego Lugano. Mas cresceu com a chegada de Aguirre, que foi até o Uruguai para convencê-lo a jogar no Brasil. O técnico também quer Nico López, do Inter, e abriria mão de Diego Souza numa possível troca. Duro é convencer o Colorado.

O São Paulo sempre conquistou muitos títulos com estrangeiros, como o próprio Lugano, Dario Pereyra e Maldonado, que sempre se destacaram no clube, mas ultimamente a tática vem sendo mais para "fazer média" com os treinadores de fora do país e são muitos tiros n'água.

Em 2015, por exemplo, o colombiano Juan Carlos Osorio assumiu, e sua primeira indicação, atendida prontamente, foi o atacante compatriota Wilder Bisao. Um baita mico que em pouco mais de um ano atuou só 13 vezes, marcando um mísero gol. Saiu sem deixar saudades.

No começo de 2016, foi a vez de um argentino assumir o Tricolor. Óbvio que chegaria sugerindo muitos hermanos. O lateral Buffarini, com o qual trabalhou no San Lorenzo, era o "cara" de Patón, e foi contratado após muita insistência do clube. O comandante ainda requisitou Mena e indicou Andrés Chávez, do Boca Juniors. Todos vieram e... nada. Sem contar que segurou Centurión no clube.

Bauza foi para a seleção Argentina e deixou as "bombas" para o substituto. Seus "reforços" saíram sem deixar saudades no Morumbi, e agora o São Paulo insiste no erro ao buscar os uruguaios de Aguirre. Nova frustração?