No Colorado, as internações por ingestão de maconha triplicaram

No Colorado, as internações por ingestão de maconha triplicaram

Felipee
Autor Felipee
Saúde alimentar
Coleção Saúde alimentar
No Colorado, as internações por ingestão de maconha triplicaram

Foto: Alexandre Chambon

Nos últimos anos, vários países do mundo vêm liberando o uso recreativo da maconha para a população. Os Estados Unidos é um exemplo, por lá, o debate sobre a legalidade da substância é feito por Estado.

O Colorado liberou o entorpecente desde 2014, foi o primeiro do país a liberar o uso recreativo. Porém um fato curioso vem acontecendo, o número de pessoas internadas por ingerir alimentos com cannabis triplicou.

As informações são de um estudo que alerta para os perigos do uso de maconha, ele afirma que em poucos anos, houve um aumento significativo. Publicado no Annals of Internal Medicine, o estudo é bastante interessante.

Nos EUA, o uso da maconha para fins medicinais é liberado em 34 dos 50 Estados, o uso recreativo é liberado em 10. O hospital da Universidade do Colorado fez meio milhão de internações na emergência entre 2012 e 2016.

Desses meio milhão, 2500 foram causados pelo uso de maconha, Ou seja, menos de 1%. Embora o número seja relativamente baixo, ele cresceu muito ao longo desses anos. Em 2012 o número de idas anuais por uso de cannabis era de 250, em 2016, saltou para 750.

Mesmo assim, mais de 90% dessas idas são causadas pela inalação de maconha, e 10% pela ingestão.

O interessante é que a porcentagem está bem acima da média lógica, já que apenas 0,3% do THC comercializado está em alimentos, as internações por esse motivo são dezenas de vezes mais frequentes do que por inalação. Portanto, a chance de ir parar no hospital por ingerir comidas com cannabis é muito maior do que por fumar.

O problema dos alimentos com maconha

A maconha age de maneira bastante diferente, dependendo do modo como foi consumida. Se uma pessoa fuma, o tempo para agir no organismo é de apenas 10 minutos, tendo o pico máximo de concentração sanguínea aproximadamente em uma hora.

Depois, a maconha vai sendo eliminada aos poucos pelo corpo, e em 4 horas já não há mais nada. Ao ingerir o entorpecente na comida, o efeito é muito diferente.

Depois de comer, o pico máximo de concentração ocorre em 3 horas, e o THC ainda continua no corpo por cerca de 12 horas.

Essa demora para sentir os efeitos faz com que as pessoas pensem que o alimento está “fraco” e não ingeriu o suficiente. Assim a pessoa come ainda mais, e quando o pico finalmente chega, ele é muito intenso.

Comer demais não faz com que os efeitos apareçam mais rápido, e a intensidade é muito alta. O motivo que faz com que as pessoas parem no hospital são os psiquiátricos.

Se ingerida com imprudência, a maconha causa intoxicação. O efeito da droga é tão forte que faz com que se tenha crises de ansiedade e psicose, principalmente em pessoas pré-dispostas. 

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