MULHERES

O silêncio da casa

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Dia 1º de fevereiro, terceiro dia da volta às aulas.

O silêncio da casa

Está tudo muito quieto por aqui. O silêncio da casa é daqueles, ensurdecedor. Eu amo um silêncio, amo ficar só mas depois dessas férias está difícil acostumar com a volta (??) da rotina.

A gente se acostuma com as crianças chamando a cada pouco, com o cheiro de pipoca que invade a casa pouco tempo depois do almoço, com os amiguinhos que visitam. Até com as brigas pelo brinquedo/controle remoto/tablet a gente se acostuma.

E sente falta.

A volta às aulas significa um novo passo no amadurecimento deles e todo esse silêncio que está aqui indica que eles estão mesmo crescendo. Que hoje é a rotina do período escolar, mas que já já serão os rolês com os amigos, as viagens, a ida para a faculdade, um intercâmbio, vida adulta e... silêncio por mais tempo.

É por isso que a gente precisa focar em duas coisas enquanto eles estão pequenos (e crescendo) e sob as nossas asas:

  1. Aproveitar ao máximo cada momento com eles;
  2. Buscar o auto-conhecimento e maximizar o amor próprio.

Aproveitar ao máximo os filhos pequenos

Esse é daqueles conselhos que só quem deixar passar vai sentir falta por não ter recebido.

Eu sei que temos rotinas loucas, agendas a cumprir e demandas diversas, mas curtir os filhos, estar perto, ter um momento família no dia - ainda que seja o jantar (que pode incluir do preparo a arrumação da cozinha), é fundamental.

Eu não acredito em tempo de qualidade. Acredito que só quando a gente se dedica de fato aos filhos a gente sabe ter qualidade na relação com eles.

Então é preciso cultivar esse hábito para não se arrepender depois.

Auto-conhecimento

Quem já ouviu falar da síndrome do ninho vazio? 

A chamada síndrome do ninho vazio é uma condição caracterizada pelo surgimento de um quadro depressivo por parte dos pais (afetando geralmente a mãe) após a saída dos filhos de casa, a partir do momento em que eles se tornam independentes, partindo para outra moradia. fonte

Se a gente se mantém ocupado, com a cabeça em desenvolvimento, com funções e atividades que vão além da criação dos filhos deverá ser mais fácil passar por esse período.

Vamos ter que aprender a viver sem os filhos por perto diariamente e isso vai gerar um silêncio na sua casa (metafórica ou não). Mas até lá (espero) já saberemos lidar com o silêncio.