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Cristofobia: Até onde vai o preconceito LGBT com religiosos

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Cristofobia: Até onde vai o preconceito LGBT com religiosos

Parece estranho a primeira vista a palavra Cristofobia mas, ela serve para designar o preconceito para com os cristãos e seguidores da palavra de Deus. Apesar de muitos não conhecerem ou negarem que a cristofobia existe ela está ai e casos são observados todos os dias.
Estamos mais habituados a ouvir falar de homofobia e a ver os gays acusando religiosos de preconceito mas, a situação contrária existe e é bem real.
Nessa postagem você verá 7 afirmações em discursos de odio preconceituosos e pesados de gays para com os cristãos.

Cristofobia: Até onde vai o preconceito LGBT com religiosos

#1 - Bater em filho caso decida ser evangélico:

Em um debate na TV Câmara, em 2010, casal gay que recém adotou um menino sugeriu que a melhor forma de corrigir a ignorância que segundo eles seria seguir a bíblia seria através da violência. “O filho começa a ficar assim, meio bobo falando que Deus isso, Deus aquilo, leva um couro e muda o comportamento dele. Olha, eu vejo muita gente por aí dentro da comunidade LGBT dizendo: ainda bem que eu levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser descrente e não acreditar nessas bobeiras. A gente precisa agir”, afirmaram eles que repetiram a declaração várias vezes. Foi baseada nessa declaração que Ellen Page o questionou na entrevista.
 (https://www.youtube.com/watch?v=JZtaYvzzeTQ e https://www.youtube.com/watch?v=YVq4qYWnOZY)


#2 - Burrice:

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Em uma entrevista ao programa de humoristas do CQC, João Dias deu diversas declarações Preconceituosas. Inclusive, foi condenado a pagar R$150 mil reais por essas declarações. Ele declarou que seus filhos nunca seriam evangélicos ou católicos  porque foram bem educados, sugerindo que a religiosidade é um comportamento ruim e um mau costume." (https://www.youtube.com/watch?v=HyaqwdYOzQk)

#3 - Parente crente não frequentaria a minha casa:

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“Gostaria de saber qual seria a sua reação se alguém de sua família decidisse ser cristão”, sugeriu a pergunta um internauta... O blogueiro gay respondeu: “Seria problema dele. Se essa fosse sua opção para ser feliz não estaria (nem poderia) ser proibido por mim mas, certamente, não iria me convencer a frequentar minha casa”.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI245890-15223,00.html


#4 - O valor do servo de Deus na sociedade?

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“O que esse pessoal tem para oferecer para a sociedade? Pregação alta incomodando quem não quer ouvir? Falar da bíblia pra quem não tem interesse? Dizer que se seus jovens, um dia, forem seguir outro caminho é errado, que se for cristão é legal? Esse pessoal não tem nada a oferecer.” Declaração de um dos líderes  do movimento LGBT
 (http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/03/estou-me-lixando-para-esse-...)

#5: Prefiro um filho morto do que um pastorzinho:

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“Seria incapaz de amar um filho burro assim. Não vou dar uma de hipócrita aqui: prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça vestido de terno com uma bíblia no braço por aí. Para mim ele vai ter morrido mesmo” disse em 2011, quando deu entrevista à Playboy. (http://noticias.terra.com.br/brasil/bolsonaro-prefiro-filho-morto-em-aci...)


#6 - Vizinhos evangélicos desvalorizam um imóvel:

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Ainda na entrevista de Playboy em 2011: "Se um casal crente vier morar do meu lado, isso vai desvalorizar a minha casa ! Se eles andarem pregando pela vizinhança desvaloriza" (http://noticias.terra.com.br/brasil/bolsonaro-prefiro-filho-morto-em-aci...)

#7 - Não acho que devam praticar sua fé em público:

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"Essa coisa toda deles aparecerem em programas de tv, suas musicas gritadas nas rádios e pregações em público não são algo que a sociedade queira ver. Isso devia ser proibido. Não trás nada de útil" declaração de deputado e militante LGBTQ

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Agora você acredita não é? Todas essas declarações são absurdas e causam raiva quase que instantaneamente. Discursos de ódio como esses são condenados pela organização mundial dos direitos humanos não é atoa. Não há nenhuma jistificativa para tais palavras que ferem o direito a liberdade religiosa e incentiva o repúdio a essa parcela da sociedade causando preconceito e muitas das vezes trazendo sofrimento e dor aos servos de Deus.
A essa altura você já deve ter notado algo estranho nessa história toda não é? Seus sentidos devem ter atentado a lâmpada da duvida e você deve estar questionando a veracidade de tais declarações pois então pode ficar tranquilo!

Todas as declarações acima, apesar de absurdas, são reais só que ao contrário. Ora quando é que nós gays que tudo o que desejamos é o amor e unicórnios coloridos dançando lady gaga iriamos dizer tais coisas? Mas, então do que se tratam as afirmações? Simples todas elas foram ditas pelo pseudo politico Jair Bolsonaro se dirigindo a comunidade LGBTQ+ confira abaixo no link a versão real (e não a adulterada por mim) de cada uma das declarações acima e ainda algumas outras:

 https://www.google.com.br/amp/s/amp.reddit.com/r/brasil/comments/4r9onr/post_de_jair_bolsonaro_defendendo_gays_armados/

Entre elas se destacam:

Bater em filho gay

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Em um debate na TV Câmara, em 2010, ele sugeriu que a melhor forma de corrigir a homossexualidade seria através da violência. “O filho começa a ficar assim, meio gayzinho, leva um couro e muda o comportamento dele. Olha, eu vejo muita gente por aí dizendo: ainda bem que eu levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem. A gente precisa agir”, afirmou ele que repetiu a declaração várias vezes. Foi baseada nessa declaração que Ellen Page o questionou na entrevista. (https://www.youtube.com/watch?v=JZtaYvzzeTQ e https://www.youtube.com/watch?v=YVq4qYWnOZY)

NÃO É NORMAL

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“Ensinar para a criança que ser gay é normal? Não!” “Eu não deixaria meu filho de 5 anos de idade brincar com o filho da mesma idade filho de um casal gay”. (https://www.youtube.com/watch?v=7ftFLFcQTQg)

Da nojo

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“Dá nojo. Esses gays e lésbicas querem que nós a maioria entubemos como exemplo de comportamento a sua promiscuidade... Nós não podemos nos submeter aos escárnio da sociedade”. ( https://www.youtube.com/watch?v=gNJKJLCPrT4)

Prefiro um filho morto

Cristofobia: Até onde vai o preconceito LGBT com religiosos

“Seria incapaz de amar um filho homossexual. Não vou dar uma de hipócrita aqui: prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí. Para mim ele vai ter morrido mesmo” disse em 2011, quando deu entrevista à Playboy. (http://noticias.terra.com.br/brasil/bolsonaro-prefiro-filho-morto-em-aci...)

Não existe homofobia

“Não existe homofobia no Brasil” e “a sociedade brasileira não gosta de homossexuais”. Em entrevista ao apresentador Stephen Fry, Bolsonaro diz que pais não tem filhos de orgulho gay e defende a passeata de orgulho hétero. “Bolsonaro é o típico homofóbico que eu encontrei por todo o mundo, com seu mantra de que gays querem dominar a sociedade, recrutar ou abusar das crianças. Mesmo em países progressistas como o Brasil, suas mentiras criam histeria coletiva entre os ignorantes, de onde a violência pode surgir e acabar em ataques brutais como o que matou Alexandre Ivo”. (https://www.youtube.com/watch?v=Hxh_laUnt3I)

Cristofobia: Até onde vai o preconceito LGBT com religiosos

Você que estava espantado, ferido e revoltado antes por achar que se tratava de cristofobia não mude seus sentimentos ainda... a homofobia sim é real e mata cerca de... bom não vou falar de números aqui, pois números não possuem sentimentos e pessoas não se limitam a ser apenas estatísticas. A homofobia pode matar seu filho, amigo, vizinho e alimentar tais discursos de ódio faz de você cúmplice na morte não só física mas, também social, cultural, espiritual e mental de alguém que pode ser um dos seus e você nem imagina. O simples ato de Compartilhar um vídeo que você julga engraçado usando um gay como chacota, ou de opinar que "nossa que absurdo" ou condenar gays ao inferno ou ate mesmo tentar calar o jeitinho gay do seu filho pode gerar uma morte, um suicídio... ter a consciência disso talvez não  faz de você agora uma pessoa menos preconceituosa mas, fará de você uma pessoa mais esclarecida e quando pensar em dar sua opinião sobre qualquer assunto relacionado lembre-se de tentar trocar as palavras gays por negro, evangelico, cristão ou ser humano e veja se tal declaração não seria vista como ofensa caso se dirigisse a você. E pra você que já está ai achando tudo isso um exagero ou absurdo e buscando em sua mente ou na sua bíblia uma forma de justificar tudo o que o pastor e político Jair Bolsonaro disse lembre-se de que quando as frases se dirigiam a vocês não haveria justificativa no mundo que amenizasse não é? Então vamos aprender com isso um ensinamento que talvez não esteja na bíblia mas, devia estar guardado na cabeça de cada ser humano que tenha um pingo de empatia:

Cristofobia: Até onde vai o preconceito LGBT com religiosos

A sua dor não pode ser maior que a dor do outro, seus direitos e deveres perante a sociedade também não. Não importa sua crença, raça, sexualidades, gênero, condição financeira ou qualquer que seja sua religião. Não há livro, conceito, fé ou argumento no mundo que justifique atacar com ódio outro ser humano por ser diferente de você. Não se trata de "geração frágil" de "querer direitos tirando os nossos" nem muito menos de "Não posso fazer nada é a palavra de Deus" se trata de respeitar o espaço do outro. Viver em sociedade traz a toma divergências e é a forma que lidamos com isso que pode fazer de nós boas ou más pessoas. Faça uma reflexão breve consigo mesmo e permita-se questionar suas atitudes e esse breve exercícios ajudará a desenvolver a empatia quando pensar algo do tipo: " tudo bem ser gay, só não acho que deviam se beijar na frente de uma criança" vá até o espelho pergunte a si mesmo o que você é, pergunte pelo que julgam você e a resposta pode ser negro, evangélico, pobre, mulher... então troque a palavra gay por aquilo que vier na sua mente e veja se tal pensamento é mesmo justificável, permita-se sentir-se como quem ouve tal frase e depois decida se esse é o tipo de coisa que deve sair de sua mente e escorrer pela boca ou pelos dedos em uma postagem.

Então é isso pessoal, muito obrigado a todos os que leram fiquem a vontade para compartilhar ou enviar no privado para aquela pessoa que precisa muito ler isso.
nos vemos por aqui de novo na semana que vem. Agradeço a todos os e-mails de vocês e juro que estou tentando responder todo mundo. Brevemente nosso site novinho estará no ar e não deixem de dar notícias. Mil beijos e jamais se resumam a serem menos do que tudo o que sonharam ser, sejam infinitos.

Essa publicação foi feita a pedido de um seguidor que prefere se manter anônimo. Ele tem 17 anos e mora em Areal-rj minha cidade natal. A motivação dele para enviar um e-mail foi o aumento significativo de postagens de pastores, obreiros e demais religiosos da cidade com conteúdo homofobico. Espero ter conseguido ajudar um pouco e ter esclarecido alguns pontos não só aos meus conterrâneos mas, a todos os que se sentirem tocados pela nossa causa. Homofobia não é frescura, não é vitmismo... frescura não mata, preconceito sim. A pedido do seguidor deixo abaixo o link de um filme chamado Orações Para Bobby

"Orações para Bobby" é um filme baseado em fatos reais que ilustra, por meio de cenas fortes, sensíveis e emocionantes, a comovente e trágica história de vida de Bobby, um jovem de vinte anos, filho de uma família evangélica tradicional e conservadora, que na juventude constrói a sua identidade sexual e descobre que é homossexual.

Ao contar para os pais, sobretudo à sua mãe, sobre sua orientação sexual, esta o repreende e fica desolada, pois acreditava equivocada e preconceituosamente, baseada na doutrina dogmática da sua religião, que os homossexuais são seres sem escrúpulos e respeito que se entregam aos desejos carnais tendo seus corpos tomados por doenças incuráveis e malignas. Sua representação sobre os gays era repleta de estereótipos preconceituosos, sendo que seu estilo de vida era considerado escolhas individuais satanizadas e que, portanto, deveriam ser discriminadas. Assim, não conseguia aceitar a ideia e a realidade de ter um filho gay.

Tenta a partir de então de tudo para “curar” o filho desta “doença terrível” o levando para terapias com psicólogos e orações a Deus. Bobby, a fim de não desgostar mais ainda a sua mãe e os familiares, tenta seguir os conselhos da sua mãe e se deixa levar pelas suas loucuras. Ela espalha pelas paredes e móveis da casa diversos lembretes com passagens da Bíblia na esperança de convencer o filho a desistir ou “se curar” desta “escolha”. Ele, por  vezes, fica confuso e acha que talvez seus sentimentos e desejos diferentes dos outros seja mesmo uma doença ou uma escolha sua e tenta mudar de vida, mas não consegue sentir atrações por mulheres, por mais que sua mãe insista criando situações constrangedoras, como levar suas amigas a sua casa a fim do filho se interessar por uma delas.

Por causa do seu jeito sensível, porém amável e humano, Bobby sofre ao longo da sua vida várias formas de preconceito e discriminação chegando, algumas vezes, a ser agredido e violentado por pessoas homofóbicas e ignorantes que não aceitam as diferenças e são tomadas pelo ódio gratuito deixando os olhos serem tapados pela cortina da insensibilidade e a consciência contaminada pela inumanidade e por crenças e valores conservadores e acríticos.

Não suportando a pressão, a exclusão e a discriminação da sociedade e o desprezo e a falta de compreensão da sua mãe, Bobby, infelizmente, decide se suicidar pulando de uma ponte sob a qual um número indescritível de carros passam velozmente. Seu corpo é atropelado por um caminhão que rapidamente ceifa a sua jovem vida. Momentos antes da tragédia, já preparado para se jogar de cima do abismo, um fleshback de imagens e cenas dos familiares e amigos invade sua mente o deixando profundamente triste e solitário.

Ao saber da notícia trágica seus familiares ficam perplexos e cheios de remorsos, inclusive sua mãe que se desespera no ambiente onde estava trabalhando. Tempos depois, passa a estudar mais sobre os homossexuais e aos prantos e com o coração confrangido chega à conclusão de que Deus não curou Bobby porque não havia nada de errado com ele. A partir daí se tornou umas das ativistas mais defensoras dos direitos e da causa LGBT lutando contra qualquer forma de preconceito e discriminação sobre este segmento social

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