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Herdeira da Seagram é presa em escândalo de seita nos EUA

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Clare Bronfman, filha do ex-líder do grupo Seagram Edgar M. Brofman, foi presa porque uma investigação da polícia a coloca como parte de uma organização que, segundo a promotoria, era um culto secreto que marcava a ferro suas vítimas e as forçava a participar de atos sexuais. Em seguida, Clare foi solta ao pagar uma fiança de US$ 100 milhões.

Herdeira da Seagram é presa em escândalo de seita nos EUA

O caso vem ganhando manchetes desde a prisão de Allison Mack, em abril de 2018. Allison é uma atriz que supostamente recrutava escravas para Keith Raniere, fundador da Nxivm, uma empresa de marketing. Um mês antes, Raniere foi preso México e acusado de tráfico de sexo e trabalho forçado.

A promotoria que cuida do caso alega que a Nxivm operava como um esquema de pirâmide, cobrando milhares de dólares por cursos ao mesmo tempo em que encorajava os participantes a recrutarem outros interessados. Em 2015, Raniere supostamente criou uma sociedade secreta conhecida como DOS dentro da Nxivm. Nela, mulheres trabalhavam como “escravas” supervisionadas por “mestres”.

Os participantes recrutados precisavam entregar aos líderes da sociedade secreta informações que prejudicassem amigos e parentes (como fotos nuas). Esse material seria utilizado caso algum deles revelasse a existência da sociedade secreta ou tentasse deixar o grupo. Muitos dos “escravos” eram marcados a ferro na região pélvica com um símbolo que incorporava as iniciais de Raniere.

A ligação de Clare Bronfman com o grupo estaria em um empréstimo de US$ 65 milhões feito por ela a Raniere. Clare fez parte da diretoria da Nxivm de 2009 até 2018, segundo a promotoria. A acusação alega que ela e Raniere conspiraram para roubar nomes de usuários e senhas de email para espionarem seus críticos.

A Seagram é uma multinacional canadense que chegou a ser a maior destilaria de bebidas alcoólicas do mundo nos anos 1990.