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Quem disse que os bichinhos não gostam de música?

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Quem disse que os bichinhos não gostam de música?

A última aconteceu na Malásia. 

Já ia noite adentro e o artista de rua, cansado e desanimado por tocar o modesto violão para o vento e os próprios ouvidos, já estava decidido em parar a performance e ir para casa com os poucos caraminguás recolhidos com o pouco movimento do dia. Esquina deserta. Comércio fechando. Como é difícil viver da música...

Ainda nos últimos acordes, o músico malaio notou alguns gatinhos (nem bem três meses tinham!) chegando junto. Vinham tímidos, vinham em grupo, vinham interessados naquele estranho som que saía daquela caixa curiosa.

Quando percebeu, havia encantado os vira-latas. Os quatro filhotinhos não só acompanhavam as notas atentos, como gingavam desajeitados ao som simplório do artista malaio. 

Quem disse que os bichinhos não gostam de música?

O vídeo abaixo reproduz um registro que viralizou no Facebook nos últimos dias. Nele, você verá que felinos ficam praticamente hipnotizados.

Gente, os animais AMAM música. Da mesma forma que não há um ser humano no planeta que já não tenha se encantado, ao menos, por uma canção, os bichinhos também se deleitam com notas melodiosas que conseguimos compor.

Tipo esses músicos de jazz band que notaram o interesse dessas vaquinhas, que descansavam tranquilas no pasto e despertaram para aquele interessante barulho formado por uma tuba e uma corneta.

O sucesso foi tão grande, com apenas os dois instrumentos, que os colegas dos dois músicos resolveram pegar a clarineta, o trombone e o banjo e formar uma verdadeira banda para a plateia mais que interessada das vaquinhas.

(Ai #murri de tanta fofura!)

O psicólogo de animais, Charles Snowdon, da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, descobriu que há músicas específicas para determinadas espécies de animais.

Bovinos, por exemplo, amam vários tipos de música instrumental a base de instrumentos clássicos. Por causa disso, há até grupos nos Estados Unidos que criaram uma espécie de Woodstock para o gado!

Ao homem apetece ouvir músicas dentro de nossa escala vocal e acústica, com tons que compreendemos e batidas similares a do nosso coração. Se os bichos de estimação, por exemplo, reagem com indiferença aos estímulos musicais de seus donos, o motivo seria incompatibilidade sonora com a espécie, pois cada uma possui escala diferente.

Dá só uma olhada em como esses elefantes dançam ao som do o violino!!

Snowdon criou, então, um projeto-pesquisa para identificar os sons que se compatibilizam com as espécies. Assim, ele e o compositor e violoncelista David Teie fizeram músicas para saguis, que têm vocalizações três oitavas mais altas e batidas do coração duas vezes mais rápidas do que as humanas. O resultado? As canções eram desagradáveis aos ouvidos dos pesquisadores, mas os ritmos acelerados agitaram os macacos, e as “baladas” tiveram efeito calmante e deixaram os saguis mais sociáveis.

Teie também produziu músicas para gatos.

Já os gostos dos cachorros são mais difíceis de definir, pela variedade das raças e as grandes diferenças cognitivas que as separam. Cães grandes, como Labradores, têm alcance vocal semelhante ao humano e são mais propensos a reagir às músicas dos donos do que um Chiuaua, por exemplo.

Tipo esse labrador que curte um blues:

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Por Pilar Magnavita

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