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Wall Street quer atrair os millennials com Candy Crush

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Wall Street quer atrair os millennials com Candy Crush

É difícil ser um millennial. Se tiver entre 18 e 35 anos, então é muito provável que você seja um. Nunca ouviu o termo? Talvez tenha ouvido esse aqui: “Geração Y”.

Agora você me entende quando digo que é difícil fazer parte dessa geração. Nós, os jovens adultos de hoje, não estamos fazendo lá tanto dinheiro como nossos pais quando tinham nossa idade. E isso é um fenômeno mundial. Tudo bem que os brasileiros tiveram seus momentos difíceis lá nos idos dos anos 80 até meados de 90, quando todos os dólares do mundo estavam repatriados para os Estados Unidos e deixando as contas difíceis aqui para nosso paiszinho manter câmbio e os negócios internacionais diante desse cenário. Mas o fato é que nossos pais e mães prosperaram. E, depois de o mundo experimentar um crescimento vertiginoso em todos os continentes, a nossa geração parece ter tropeçado em tanta expectativa de ir longe. Parece que nos assustamos com o que vimos e nos recolhemos dentro de nós, como quem diz: “não vou passar perrengue: prefiro ser feliz”.

Esses desafios têm contribuído para uma estatística surpreendente: millennials são mais propensos a viverem com os pais do que com um cônjuge ou parceiro. Isso torna a própria economia mais difícil. A grana não circula no sistema. Mas quando se está subempregado e lutando para pagar o aluguel, não há como! E a gente prefere manter o que se tem do que arriscar a viver em condições bem difíceis.

Wall Street quer atrair os millennials com Candy Crush

Nos Estados Unidos, isso é um fenômeno. E Wall Street está agora prestando atenção nisso.

É para essas situações que a estratégia do microinvestimento serve e tem se mostrado uma saída interessante para os jovens. Ao guardar pequenas quantidades a cada dia, digamos, US$ 1 a US$ 5, jovens profissionais podem, pelo menos, iniciar a construção de uma conta de investimento e conseguir construir um futuro independente dos pais.

Millennials são a maior geração da história dos Estados Unidos, com cerca de 92 milhões de pessoas. E eles são o primeiro grupo a entrar na arena da Bolsa de Valores pelo microinvestimento. Na verdade, de acordo com a Bloomberg, 40% dos Millennials nos EUA possuem fundos chamados ETFs, que são aplicações em fundos de baixo custo e imposto, que segue os maiores índices da Bolsa. Um fundo desse pode ser composto de várias ações e commodities, o que dá liberdade ao gestor do fundo de manejar o risco.

Ou seja: na falta de gente com grana, a Bolsa de Valores americana resolveu inventar produtos para que a galera mais ferrada e mal paga pudesse entrar, com uma promessa de bom futuro e carreira.

Como atrair essa galera? Com Candy Crush. Sim, é sério!

É que millennials nunca têm dinheiro, mas torra o que tem em apps! Então.... se a galera pudesse investir algo tipo US$ 0,99 cada vez que comprar um aplicativo ou Candy Crush no telefone?

Entendeu?

Assim, Wall Street estuda criar esse vínculo com a tecnologia para fazer essa geração investir em ETFs, enquanto a grana ainda é curta.

Já imaginou?

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Por Pilar Magnavita

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