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Artista do Cirque du Soleil morre ao cair em palco: relembre outros acidentes da companhia

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Yann Arnaud foi quarta morte diretamente ligada ao Cirque
Yann Arnaud foi quarta morte diretamente ligada ao Cirque

É difícil não se impressionar com os shows do Cirque do Soleil. Acrobacias ousadas, cenografia impecável e música ao vivo levam milhares de pessoas a disputar ingressos caríssimos para os shows da companhia no mundo todo. Mas não podemos ignorar que a morte de Yann Arnaud é a quarta diretamente envolvida com a empresa, desde sua fundação em 1984.

Arnaud caiu de uma grande altura enquanto realizava acrobacias pendurado por um tecido (aerials) em Tampa, nos EUA, no último sábado. Em 2009, o ucraniano Oleksandr Zhurov caiu durante um treino em um "balanço russo" (basicamente aquele balanço de criança, mas a dezenas de metros de altura e te lançando no ar) em Montreal, no Canadá.

O caso de maior repercussão antes de Arnaud foi o da francesa Sarah Guyard-Guillot, a primeira a se acidentar durante uma apresentação. Em 2013, ela fazia a performance de aerials quando seu tecido se desprendeu do cabo de segurança e ela caiu cerca de 30 metros de altura, não resistindo aos ferimentos.

A investigação do caso concluiu que a artista havia "escalado" o tecido com muita rapidez, causando a frouxidão dele com o cabo de segurança. A revista norte-americana Vanity Fair fez uma longa investigação e revelou que James Heath, antigo responsável pelos cabos do Cirque, tentou por anos mudá-los por um modelo mais moderno e seguro, sem sucesso.

O último acidente antes de Arnaud foi o de Olivier Rochette, filho de um dos fundadores do Cirque, Gilles Ste-Croix. O garoto trabalhava nos bastidores de um show e foi atingido e morto por um elevador telescópico que se soltou. Um episódio que não resultou em morte foi de um eletricista do Cirque, em 2002, chamado Mark Brown, que foi esmagado por uma cabeça cenográfica de crocodilo de cerca de 450kg. Ele ficou paraplégico.

Claro que, tendo em vista a complexidade dos espetáculos do Cirque, o número de acidentes é estatisticamente pequeno. Mas vidas nunca podem ser só estatísticas. Yann Arnaud tinha uma filha de dois anos de idade.