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Lollapalooza 2018: line-up é legal, mas localização é ruim

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Lollapalooza 2018: line-up é legal, mas localização é ruim

Informação importante: a autora deste post não é uma fanática por música de qualidade. Os sacrifícios que pessoas que amam festivais estão dispostas a fazer eu faria só por Grand Slams de tênis (já fiz, inclusive).

Eu gosto muito de Oasis e nunca tive a chance de ver a banda ao vivo. Assisti a um show do Noel Gallagher de abertura para o U2 ano passado e até queria ver a apresentação do Liam no Lolla, mas achava que não valia o investimento (ele ter abandonado o show do Lolla Chile após quatro músicas é uma prova disso).

Eis que surge o "Onix Day", um dia de prévia do Lolla com o Liam, o Wiz Khalifa e o LCD SoundSystem e ingressos caem nas minhas mãos um pouco em cima da hora. O festival é legal, achei a acústica do palco super boa, tudo bem sinalizado, e o show de fogos de artificio no final foi digna de Ano Novo.

O problema é chegar ao Autódromo de Interlagos. Moro na Zona Sul e mesmo assim demorei duas horas no deslocamento, sem trânsito. Na saída, fizeram o público inteiro dar a volta em meio autódromo (me senti quase um Lewis Hamilton) para sair mais perto da estação da CPTM, mas esqueceram de que nem todo mundo queria voltar de trem.

Pior: esta era a saída de emergência, que faria todo mundo demorar pelo menos meia hora para sair do autódromo.

Nada contra a região de Interlagos por si só, afinal, eu nasci e cresci em um local que muita gente acha "longe demais". Mas não seria melhor para o Lolla estar em uma região mais perto do metrô, como o Anhembi ou Jockey (que recebeu a primeira edição), por exemplo? Por mais que tenha uma estação de trem perto do autódromo, sabemos o ritmo de lesma no qual a CPTM opera, e isso não é legal para desafogar milhares de pessoas que estão contando os minutos para não perderem a baldeação em Pinheiros.

O festival acaba virando um evento só para quem tem energia de 18 anos de idade. E acredito que poderia ser bem mais que isso.