MÚSICA

2 anos sem David Bowie. Por que sentimos tanto a sua falta?

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2 anos sem David Bowie. Por que sentimos tanto a sua falta?

(Divulgação)

Nesta quarta-feira, 10 de janeiro, completamos dois anos sem David Bowie. O cantor morreu depois de uma silenciosa batalha contra um câncer de fígado, dois dias após o lançamento de Blackstar, seu último disco, em 8 de janeiro de 2016, data em que Bowie também completava 69 anos.

Por que hoje, dois anos após sua morte, ainda sentimos tanto a sua falta? É impressionante como aos 69 anos Bowie ainda era relevante. Ao contrário da maioria esmagadora dos roqueiros de sua geração, que nessa idade vivem totalmente do passado, fazendo turnês tocando velhos hits e praticamente sem surpresas, o inglês seguia lançando boa música e fugindo da zona de conforto.

O próprio disco Blackstar, aclamado pela crítica e eleito por vários veículos como o melhor daquele ano, é a prova disso. Após a sua morte, o produtor musical Tony Visconti revelou que o álbum foi planejado para ser o "canto do cisne" de Bowie, um "presente de despedida" para os fãs. As "dicas" de que a morte se aproximava estavam nas letras e na simbologia de clipes, como "Blackstar" e "Lazarus".

Não se vê um artista que começou a lançar música ainda nos anos 60 ter seus discos dos anos 2010 aclamados dessa maneira.

A obra mais forte do cantor está, sem dúvida, na década de 70, era em que lançou "Heroes", "Changes" e "Life on Mars?". Qualquer artista poderia viver apenas do legado dessas três canções, absolutamente icônicas e que definiram caminhos que a música pop poderia seguir dali em frente. Porém, Bowie sempre seguiu se reinventando, o motivo por ter sido conhecido como "o camaleão". Criou personagens, como o breve, mas até hoje uma de suas personalidades mais conhecidas, Aladdin Sane, cuja maquiagem de raio na cara virou até emoji no WhatsApp, e Ziggy Stardust, além de ter atuado no cinema também.

Não é exagero dizer que David Bowie tem uma das carreiras mais completas da história da música pop e o fato dele ainda estar criando coisas tão interessantes e bonitas no fim da vida, só nos faz imaginar o que este homem estaria fazendo agora.