MÚSICA

A importância do disco de estreia do Vampire Weekend 10 anos depois de seu lançamento

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A importância do disco de estreia do Vampire Weekend 10 anos depois de seu lançamento

(Reprodução)

No dia 28 de janeiro de 2008 era lançado um dos maiores marcos do indie rock da década passada, o disco de estreia do Vampire Weekend. Na época, o álbum chamou atenção por conta de sua mistura de indie, pop e rock com sons africanos, principalmente nas guitarras limpas, característica marcante da música daquele continente, de Ezra Koenig.

A mistura não era exatamente uma novidade, uma vez que bandas como Talking Heads e Orange Juice já haviam feito coisas parecidas, mas o Vampire Weekend trouxe isso de uma maneira totalmente refrescante para a geração 2008. Com letras que conversavam com a turma que já estava um pouco cansada do Strokes e uma atitude mais simples e despojada.

Ao mesmo tempo em que Vampire Weekend foi aclamado, também foi bastante criticado, muitas vezes acusados de fazerem música com "pouca profundidade" ou "para o seu irmão mais novo". A verdade é que os haters nunca entenderam muito bem a proposta da banda, que veio a ficar ainda mais clara com o passar dos anos. A obra-prima Modern Vampires of The City, disco mais recente da banda, que saiu em 2014, foi praticamente uma unanimidade. As letras de Koenig, um ex-professor de inglês, estavam ainda mais redondas e provando que a semente plantada em 2008 era de bons frutos.

Poucos discos de estreia do que chamamos de "indie rock" na década de 2000 foram tão empolgantes quanto Vampire Weekend. O próprio Is This It, do Strokes, que veio em 2001, pode ser considerado um deles, mas que já estava desgastado mais de cinco anos depois.

Vampire Weekend chegou e ajudou a moldar como seria o pop dali pra frente. O melhor de tudo é que 10 anos depois, a banda continua como uma das mais empolgantes dentro do "cenário rock", se é que isso ainda existe. A previsão é de que lancem um disco novo ainda esse ano, que será o primeiro sem o multi-instrumentista Rostam Batmanglij, que saiu em 2016, principal responsável por dar forma ao som tão característico da banda. O conforto é que sabemos que não existe um álbum ruim do Vampire Weekend.