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6 investimentos que pessoas inteligentes não fazem

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Altas taxas de administração, impostos e baixa liquidez são alguns dos fatores que tiram a atratividade destas opções

6 investimentos que pessoas inteligentes não fazem

(Imagem: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

O mercado financeiro é um meio inovador. Foi ou não foi, surgem produtos novos que prometem rentabilidades bastante atraentes para os poupadores. Mesmo diante disso, ainda tem gente que insiste em optar pelo caminho mais fácil de algumas aplicações e, sem perceber, acabam perdendo dinheiro.

É fato que acompanhar o sobe e desce da bolsa não é fácil. Mas daí a escolher certas opções por falta de informação pode ser uma péssima ideia. Como ponto de partida na busca da rentabilidade perfeita, conheça seis aplicações que deveriam levantar o alerta vermelho de qualquer investidor.:

CDBs de grandes bancos

O CDB (certificado de depósito bancário) é um título privado de renda fixa oferecido por todo tipo de banco. O seu provavelmente tem algumas opções que o gerente vive tentando empurrar. Fuja delas.

Geralmente, os grandes bancos têm títulos que rendem no máximo 90% do CDI (taxa que baseia a remuneração desses títulos), e mesmo esse nível é raridade. Já as instituições médias e pequenas oferecem opções de mais de 100% do CDI.

Previdência privada com altas taxas

Investidor inteligente se nega a pagar taxa de administração que passe de 1,5% ao ano e ainda por cima se soma, em muitos casos, a taxas de carregamento e saída. Esse poupador sabe que é possível replicar a carteira desses planos escolhendo diretamente outros produtos. Se a taxa não passar desse limite, aí sim vale a pena considerar pela baixa complexidade do modelo. Também é uma boa opção para quem não tem disciplina nos investimentos.

Fundos caros

É a mesma lógica dos planos de previdência. Um fundo de investimento que cobre uma administração acima de 3,5%, por exemplo, pode ser não ser boa ideia para o pequeno investidor.

Título de capitalização

É até estranho chamar essa opção de investimento. O produto, regulado como seguro, tem mais cara de loteria do que aplicação. Deixar o dinheiro parado num destes faz com que o dono do título perca poder de compra, uma vez que não consegue nem render a inflação. Além disso, o produto costuma ser pouco transparente, fazendo um bem danado apenas para os bancos.

Moedas estrangeiras

Sim, ainda tem gente que acha que comprar dólar, euro ou outras moedas para vender quando a cotação sobe é uma boa ideia. Essas pessoas se esquecem de custos altos, como o IOF, e da baixa liquidez, uma vez que vender dinheiro assim na informalidade depende de encontrar aquele conhecido desesperado para conseguir moedas mais baratas que nas casas de câmbio antes de uma viagem. Quer aplicar nesse mercado? Estude os fundos cambiais.

Imóveis

Os mais velhos têm o seguinte ditado: quem compra terra, nunca erra. Bem, erra sim. Nossos avós não tinham opções como fundos imobiliários quando inventaram a frase. Ficar sujeito ao preço dos aluguéis ou ao volátil mercado imobiliário é uma péssima ideia. Além disso, pode ser bem difícil se desfazer de um bem tão caro quanto este no caso de uma emergência.

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