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Por que a bolsa continua subindo diante das turbulências

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Reformas emperradas, governo cambaleante e ano eleitoral. Receita perfeita para dias difíceis no mercado, certo? Errado.

Hugo Arce / Fotos Públicas
Hugo Arce / Fotos Públicas

A bolsa sobe a ritmo de foguete em 2018. Há quem defenda que não existem fundamentos. Mas a falta deles nunca foi empecilho para lucrar no mercado financeiro. Talvez sejam precisos motivos fortes para tornar a alta da bolsa sustentável, é verdade. Mas a falta deles não é impeditivo para novos recordes, que estão acontecendo assim:

Em 2017, a coisa era pior

Era ano de delações da Odebrecht, JBS e denúncia contra o presidente da República, para citar o mínimo de notícias ruins num mar delas. Ainda assim, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores B3, terminou o ano passado com alta 26,86%.

Comparado com 2017, 2018 vira uma calmaria diante da tempestade. Mesmo com perspectiva de tempo fechado nos próximos meses, não teria motivos para não subir enquanto a nova tormenta não vem.

Expectativa x Realidade

O cenário macroeconômico está bem longe do ideal. Mas o mercado, imediatista que só, opera muito mais com base na expectativa do que na realidade. E essa vai bem, obrigada. Alguns números dão sinais de leve recuperação econômica. Poucos, mas suficientes para embolsar lucros no mundo das operações curtas e efêmeras.

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Esse é um lado da história. Confira outro:

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Espelho dos gringos

Também vale lembrar que o mercado no Brasil, não raramente, segue o movimento dos estrangeiros. Nos Estados Unidos, 2018 tem sido ano de recordes em Wall Street. Um exemplo: índice Dow Jones chegou a fechar pela 1ª vez acima de 25 mil pontos neste ano.

O que vem por aí

Ano eleitoral é quase sempre sinônimo de instabilidade. Dá para chegar com a mão bem perto do fogo e apostar em dias de fortes quedas na bolsa. Mas neste cenário, os pontos baixos podem ser positivos para investidores de risco, que vão encontrar uma série de portas de compra ainda em 2018.

Outro lado