POLÍTICA

Sem sombra de Doria, Bruno Covas tem chance de mostrar a que veio

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Neto de Mario Covas, um dos fundadores do PSDB, deve assumir a prefeitura de São Paulo em abril, seguindo possível afastamento do atual prefeito do cargo

João Doria e Bruno Covas. Foto: Heloisa Ballarini/SECOM, via Fotos Públicas
João Doria e Bruno Covas. Foto: Heloisa Ballarini/SECOM, via Fotos Públicas

Tudo indica que, dentro de mais ou menos um mês, a cidade de São Paulo terá um novo prefeito. Não, você não está perdido no tempo e nem haverá eleição antecipada. Acontece que o atual mandatário, João Doria (PSDB), confirmou sua intenção de concorrer ao cargo de governador do Estado de São Paulo no pleito de outubro.

O atual prefeito precisa primeiro ganhar as prévias de seu partido. Tudo indica que é esse o caminho que as coisas devem seguir e, assim, o vice-prefeito Bruno Covas deve assumir a cadeira.

Sem a imagem de Doria em seu caminho, Bruno Covas terá oportunidade de mostrar trabalho. Terá uma chance de continuar o legado de seu avô, Mario Covas, que não só foi um dos fundadores do PSDB, como governou o Estado e foi prefeito da cidade de São Paulo.

Um dos principais entusiastas da candidatura de Doria ao governo, Covas parece empolgado para ter uma chance.

Nas redes sociais, ressalta sempre seus compromissos e agenda. Até encontro com Michael Bloomberg, o polêmico - porém eficiente - ex-prefeito de Nova York, ele já teve.

Tomara que o encontro tenha servido para tirar algumas lições. O possível futuro prefeito de São Paulo vai precisar da mesma coragem do empresário norte-americano em seu mandato.

Pelo ritmo que vão as coisas, talvez uma das missões de Bruno Covas seja justo sua mais difícil. Tocar o projeto Cidade Linda não será problema nenhum perto das discussões sobre a reforma da Previdência municipal.

Existe uma grande chance de o projeto não andar até que Doria deixe o cargo. Vai sobrar para Covas negociar e aprovar a austeridade. Isso, é claro, desagrada servidores. O projeto quer aumentar de 11% para 14% a alíquota do salário dos trabalhadores públicos que vai para o fundo.

No bolso, ninguém quer mexer. Mas a mudança traria recursos para a cidade hoje e sustentabilidade para o sistema previdenciário paulistano no futuro. Impopular? Com certeza. Mas se Doria sair a tempo, Covas terá a chance de provar em pouco tempo sua força política.

Outro lado: