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MasterChef: Dois estilos (e uma chance de desconstrução para Jacquin)

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MasterChef: Dois estilos (e uma chance de desconstrução para Jacquin)

Fotos: Band

No último episódio do ano de MasterChef, Pablo e Francisco disputaram o título e os chefs mostraram suas personalidades culinárias em jantares de seis pratos.

Como era de se esperar, Francisco seguiu sua linha clássica, com toques modernos adquiridos recentemente. Impressionou mais uma vez pela elegância, na cozinha e também no trato – apesar de farpas quando sob pressão.

No momento dos agradecimentos finais, o cearense teceu elogios a Paola Carosella acerca de seus conhecimentos e competências profissionais. Como aquele não era o momento adequado, Francisco não mencionou os atributos físicos da jurada. Que sirva de lição para Erick Jacquin e sua mania de consolar muitas eliminadas ao dizer que elas são lindas. MasterChef não é Miss Brasil!

Apesar da classe, o campeão foi Pablo. Depois do anúncio, Francisco levou sua elegância para o lado do palco, assim deu espaço para o adversário comemorar, enquanto ele mesmo era abraçado.

O vencedor apostou em ingredientes mais simples, em uma tática similar à adotada por Michelle na final da temporada passada. Sem a pompa do foie gras, por exemplo; Pablo deixou sua assinatura mais evidente e teve maior possibilidade de encantar os jurados. Mesmo assim, foi uma vitória apertada, com cerca de 10% de diferença entre as pontuações dos finalistas.

MasterChef: Dois estilos (e uma chance de desconstrução para Jacquin)

Pablo apresentou uma proposta mais moderna de cardápio, com um discurso mais evidente. Intitulado “Do lixo ao luxo”, o jantar trazia ingredientes do dia a dia com roupagens interessantes. Terminou com sobremesas que representam bem o “luxo” anunciado: uma reconstrução gelada de goiaba para aludir ao clássico Romeu e Julieta, e um mix de doces que remetem a um café da manhã interiorano. O último prato vinha decorado com folha de ouro comestível para defender a riqueza da gastronomia brasileira.

A “Jornada do herói” de Francisco, que não tem nada a ver com a de Joseph Campbell, não tinha muita ligação entre título e pratos. E o discurso mais engajado de Pablo emociona – merecido campeão.