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MasterChef: O conhecimento é o limite da criatividade

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(ou A importância de parar e pensar)

MasterChef: O conhecimento é o limite da criatividade
Foto: Carlos Reinis/Band

Seja para improvisar diante de uma adversidade, ou para criar um prato novo, a criatividade é uma qualidade a ser cultivada pelo cozinheiro. Entretanto, a originalidade precisa estar escorada no repertório para que resultados mais seguros sejam obtidos. No último episódio de Masterchef (em 03/04), inventar demais custou caro aos participantes.

Na primeira prova do dia, os cozinheiros tinham de escolher entre côco ou milho para ser o protagonista de suas criações, mas o competidor iria entregar um prato salgado ou uma sobremesa segundo determinação de Katleen, vencedora do episódio anterior. Foi assim que Eliane se viu na obrigação de entregar um prato doce com côco e entrou em pânico. Encasquetou com a ideia de fazer uma mousse, mas aparentemente não sabia como executar tal decisão. Suas tentativas foram frustradas e ela entregou uma espécie de sopa gelada de côco que foi considerada uma das piores preparações da prova.

É nesse momento que o cozinheiro tem de parar e pensar. O que sei fazer que se aproxima do requisitado? A partir daí é que se traça um plano de ação. Hugo fez uma torta de côco. Não foi elogiado, mas também não foi punido na prova adiante, enquanto Eliane e outros destaques negativos tiveram 15 minutos a menos para cozinhar. Fazer algo totalmente alienígena em seu repertório e achar que com isso será o melhor é contar muito com a sorte, ou pura presunção mesmo.

MasterChef: O conhecimento é o limite da criatividade
Foto: Carlos Reinis/Band

Na prova eliminatória, os competidores tinham de trabalhar com ingredientes contidos na geladeira de um dos chef julgadores. Rita encarou a seleção de Jacquin e foi inteligente. Com muitos ovos à disposição, fez um bolo simples e competente, acompanhado de uma espuma de iogurte. Foi a vencedora.

Do outro lado, algumas sandices, como uma brusqueta que tinha brioche como base, apresentada por Angélica. Esse tipo de pão não tem firmeza suficiente para suportar a umidade da cobertura e tudo vira uma gororoba. Outros participantes se aventuraram pela primeira vez na vitela sem saber como lidar com a proteína (lembrete: VITELA NÃO ERA O TEMA DA PROVA). Brissa inventou de fazer a carne que não conhecia e foi eliminada.

No final, vale aquela máxima: o que começa errado, termina errado. Por isso, o ponto de partida tem de ser o mais certeiro possível, dentro das condições de cada situação.

PS: É saudável evitar obviedades. Antes foi o festival do purê de mandioquinha no primeiro episódio eliminatório. Dessa vez foi um rodízio de vitela com batata. Dá para ir mais longe, é só parar e pensar!