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MasterChef PRECISA eliminar mais de um cozinheiro por programa

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Foto: Carlos Reinis/Band
Foto: Carlos Reinis/Band

Imagine um cozinheiro que acaba de adquirir sua primeira mandolina, aquele equipamento para cortar vegetais em fatias finas e regulares. No dia seguinte, esse chef é contratado para fazer um evento no qual serão servidos chips, mas ele resolve fazer a preparação na faca, não na facilidade da mandolina. Pois algo parecido está acontecendo na temporada atual de MasterChef quando o assunto é eliminação.

Foi anunciado aos quatro ventos que em 2018 os jurados teriam a possibilidade de eliminar mais de um cozinheiro a cada semana, caso houvesse desempenhos bem ruins. Essa novidade chega exatamente em uma temporada com participantes de nível inferior a outros anos – pelo menos é o que parece. Mesmo assim, até agora a eliminação múltipla só ficou na ameaça.

No episódio da última terça (10), os competidores se atrapalharam para fazer baião de dois na primeira prova da noite. Não souberam calcular a quantidade de insumos, enfrentaram desafios para dar sabor, entre outros solavancos.

Foto: Carlos Reinis/Band
Foto: Carlos Reinis/Band

Aí foi a vez do atum, protagonista da prova eliminatória. Com a criatividade fértil demonstrada nos episódios anteriores, não foi surpresa que boa parte dos nove cozinheiros apresentassem atum com crosta de gergelim. E mesmo quem resolveu ir para outra linha não encantou, com destaque para Rui, que ignorou totalmente o aviso de Paola Carosella de que assar esse peixe seria muito arriscado.

Os cozinheiros não têm qualquer obrigação de conhecimento prévio da proteína. Entretanto, alguns deles tiveram bastante tempo e uma peça generosa de atum. Nessa situação, eles poderiam fazer diversos testes para entregar um prato realmente empolgante.

No final, os três melhores da noite não arrancaram grandes elogios. Os três medianos foram aconselhados a não comemorarem a vitória. E os três piores poderiam muito bem ser eliminados. Contudo, os jurados preferiram mandar apenas Andressa para casa. Assim como o imaginário cozinheiro com a mandolina, os jurados não lançam mão dos recursos que têm em mão no momento em que se faz necessário.

A não ser que por um passe de mágica o nível da competição se eleve nos próximos capítulos, é bem difícil de engolir essa eliminação a conta-gotas por mais tempo. Por enquanto, vale o ditado: “cão que ladra, não morde”.