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MasterChef: Três posturas de cozinha

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Foto: Carlos Reinis/Band
Foto: Carlos Reinis/Band

É imperativo saber manusear as facas e lidar com o fogo, mas há outras características no cozinheiro que são muito importantes para o funcionamento do trabalho. Na prova em grupo do último episódio de MasterChef pudemos ver três condutas diferentes que têm o potencial de influenciar no todo.

Rita Causeane

Como esperado, Rita desafiou a hierarquia com seu gênio forte e teimosia – a vítima-capitã da vez foi Eliane. Sua gana excessiva em colaborar, mesmo que isso cause atritos, desestrutura toda a cozinha. Miriam feelings all over again! Prova de que seu comportamento é tóxico se dá no fato de sua presença nas provas em grupos não ser tão bem vista quanto seu talento individual, mesmo ela sendo uma das cozinheiras mais competentes da temporada (o que também não é tão complicado, dado o nível baixo da competição).

Foto: Carlos Reinis/Band
Foto: Carlos Reinis/Band

Pe. Evandro Egípcia

No meio termo está Evandro, possesso da vida com as críticas que recebeu dos colegas em episódios anteriores. Ele estava claramente desestabilizado e reclamou que só lhe deram a tarefa de fazer o molho do prato principal no almoço em comemoração aos 50 anos do Ballet da Cidade de São Paulo. Em uma cozinha profissional, o ideal é deixar uma pessoa responsável por apenas um preparo complexo.

O descontentamento de Evandro poderia levar a uma postura negativa, mas ele segurou as pontas, entregou o que lhe foi solicitado e nada mais. Pode até não parecer, mas cozinheiros são seres humanos propensos a dias bons e dias ruins. Quando o foco está prejudicado (por problemas pessoais, por exemplo), vale a máxima “muito ajuda quem não atrapalha”, como demonstrou o padre cozinheiro no último capítulo do reality.

Foto: Carlos Reinis/Band
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Katleen Skywalker

Já no lado jedi da Força estava Katleen, pró-ativa de maneira positiva (fica a dica, Rita) e pau pra toda obra. Faz um bom tempo que ela não é destaque individual, mas sua presença é bastante requisitada nas provas coletivas (Fica a Dica 2 – A Missão). A professora ficou responsável pela organização do prato principal, mas deu seu jeito para ajudar em outras preparações.

A constatação da contaminação positiva de sua postura pôde ser vista quando ela derramou uma quantidade considerável da farofa de castanhas da sobremesa. Em uma equipe melindrada, o ocorrido seria um aditivo de estresse. No trabalho harmonioso, foi apenas motivo de riso.

Portanto, um cozinheiro apenas razoável nas perícias profissionais pode ser um ativo mais valioso do que um colega que é talento puro. Isso se seu caráter e personalidade contribuírem para o conjunto.