REALITY SHOW

MasterChef: Zona de conforto, não de segurança

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Foto: Carlos Rennis/Band
Foto: Carlos Rennis/Band

Depois de catar cavaco em muitas provas, Aristeu finalmente foi eliminado no último capítulo de MasterChef. O prato que o levou de volta para casa foi uma costela de tambaqui, um produto com o qual o competidor já estava acostumado a trabalhar.

Não é a primeira vez que alguém deixa o reality após preparar algo que seria sua especialidade. A zona de conforto é realmente um troço interessante: lá estão todas as coisas que prezamos e com as quais nos sentimos tranquilos, mas nada de evolutivo surge enquanto não saímos dela. No caso do reality, a possibilidade é que alguns cozinheiros se sintam tão à vontade na zona de conforto que ficam mais suscetíveis a erros bobos por falta de concentração.

Aristeu, como dito à exaustão por aqui, já vinha em dificuldade de semanas anteriores. Aí na primeira prova da noite ele também não foi bem. Tinha uma caixa misteriosa com ingredientes da cozinha típica brasileira e inventou de fazer um frango envolto em repolho. Por ter cozido a proteína e depois finalizado no forno com a verdura, ficou seco. A falta de tempero não ajudou e o maranhense ficou entre os destaques negativos.

Foto: Carlos Rennis/Band
Foto: Carlos Rennis/Band

Na prova eliminatória, ele, Katleen e Evandro não puderam participar das três primeiras rodadas do leilão de peixes, como punição por seus desempenhos na prova anterior. Mesmo assim, Aristeu arrematou a costela de tambaqui que desejava.

Na hora do forno e fogão, o cozinheiro se atrapalhou mais uma vez e usou dois métodos de cocção para a mesma proteína: selar e assar. Quando se faz isso com ripas finas com muito osso, a carne fica seca. Some isso a uma farofa queimada e molhos que não deram certo e o resultado é a eliminação.

Assim como no reality, há momentos em que o cozinheiro está desestabilizado. Ir para a zona de conforto é atrativo, mas o mais aconselhável é priorizar a simplicidade do trabalho em si. Um preparo seguro, um molho simples, uma atenção maior para a farofa que pode queimar rapidamente e as chances de eliminação diminuem. A vitória na prova pode ficar distante também, mas às vezes a gente só precisa sobreviver mais um dia para ter um respiro e avançar com mais segurança. Foi assim que Katleen se salvou, com um prato simples, feio, mas saboroso.