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3 coisas que faltam para o Globoplay virar uma Netflix

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Um dos momentos em que fiquei mais surpreso recentemente foi numa aula da academia em que vi uma mulher de mais idade recomendar para a amiga acessar o Globoplay pra ver uma matéria exibida naquele dia num telejornal. Foi quando eu pensei "nossa, o Globoplay realmente conseguiu emplacar, até as pessoas com menos intimidade com a tecnologia", mas o que falta para o serviço se equiparar a uma Netflix da vida? Listei algumas coisinhas que podem ajudar, se alguém da Globo estiver lendo isso.

3 coisas que faltam para o Globoplay virar uma Netflix

(Reprodução/Globo)

1. Melhor qualidade em séries. Certo, o Globoplay é incrível se pensarmos que ele armazena na nuvem todo o catálogo recente de novelas da Globo além de todos os outros programas produzidos pela emissora. Em poucos cliques podemos ver as melhores reportagens ou o capítulo de hoje da novela... mas ainda é bem defasado em séries. Um dos atrativos da Netflix é justamente suas séries exclusivas, como "House of Cards" ou "Stranger Things", que são destinadas a um público bem amplo. Basicamente tem série para todo o tipo de gosto.

A Globo até tenta chegar perto disso produzindo séries melhores para colocar no serviço, mas ainda peca na qualidade da programação. Vamos ser bem sinceros, de que adianta o serviço colocar online (e antes da televisão) série como "Vade Retro" ou "Supermax" se elas são... como vou dizer... ruinzinhas? Mesmo as séries que eles colocaram por completo no Globoplay e que não têm data de estreia na Globo, como "Brasil a Bordo", não fazem exatamente o estilo das pessoas que acompanham assiduamente qualquer lançamento Netflix.

3 coisas que faltam para o Globoplay virar uma Netflix

(Reprodução/Globo)

2. Catálogo retrô. Certo, vamos fingir então que a vontade da Globo nunca foi fazer uma plataforma que peitaria com as séries da Netflix (o que não é verdade), e que sua vontade foi apenas oferecer o catálogo de novelas aos assinantes. Mesmo assim, o serviço peca por um pequeno detalhe: só temos novelas de "Fina Estampa" pra cá, que foi quando a Globo começou a abastecer o Globoplay. Se quiser ver uma novela mais antiguinha, torça para ela entrar no catálogo do Viva no Globosat Play (outro serviço, próprio dos canais pagos), senão você vai ficar à mercê de vendedores de DVDs de novela do Mercado Livre.

A Globo até ensaiou colocar algumas produções mais antigas no Globoplay, como "Anos Dourados" e o clássico "Sítio do Picapau Amarelo", mas foi feito nas coxas. Além de ser pouco frequente, em alguns casos os programas chegam incompletos. A série infantil de Monteiro Lobato inclusive veio apenas com alguns poucos episódios, mesmo com um grande alarde feito na época do anúncio.

3 coisas que faltam para o Globoplay virar uma Netflix

(Reprodução)

3. Interface ruim. Olha, se tem algo que me desmotiva (e muito) usar o Globoplay não é nem a falta de séries originais ou um catálogo retrô, e sim a péssima interface. Sério, de que adianta o aplicativo estar disponível facilmente em todos os modelos de smartphones ou de smart tvs se ele funciona de forma capenga? Ele é demorado, pesado e é bom você rezar para conseguir assistir ao que quer sem dar pau, porque senão você terá de refazer tooodo o processo novamente.

Aliás, fica a dica para a Globo se alguém quiser seguir essas dicas: resolva a interface porque é o que dá pra fazer mais rapidamente. Seus assinantes vão agradecer e até passarão menos tempo em suas contas na Netflix.