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"Batalha dos Confeiteiros" volta à Record prometendo ainda mais barraco que antes

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Preciso começar esse texto fazendo um pequeno esclarecimento: sou uma pessoa muito suspeita para falar sobre "Batalha dos Confeiteiros" da Record pelo simples motivo de que a primeira temporada do programa, exibida em 2015, foi o meu reality show favorito daquele ano. Não teve pra BBB e nem pra MasterChef (que na época ainda tinha uma duração salubre), o reality show do Cake Boss Buddy Valastro era tudo o que mais amamos na televisão: gente descompensada, gritaria, celebridades avulsas fazendo participação e tudo menos colunária. Por isso é uma satisfação muito grande contar que a segunda temporada do reality está ainda melhor!

"Batalha dos Confeiteiros" volta à Record prometendo ainda mais barraco que antes

A "Batalha dos Confeiteiros" se trata do reality show culinário que não tem quase nada de comida (!). Em vez de assar os mais deliciosos doces, os ~confeiteiros~ da atração precisam montar os bolos mais impactantes e bonitos da competição. E para impressionar vale tudo, até mesmo coisas não comestíveis: é bem comum o uso de coisas como madeira, isopor e até fiação elétrica para iluminação, deixando de lado o bom e velho pão-de-ló.

A cada programa, e divididos em times, os confeiteiros profissionais descobrem através do apresentador (que é dublado pela mesma voz de seus programas da TV paga) o tema da semana e precisam surpreender. Na estreia, os competidores precisaram fazer bolos baseados em gêneros musicais brasileiros (que o Cake Boss deve conhecer tanto quanto eu manjo de física quântica).

Enquanto num "MasterChef Brasil" da vida os jurados tentam ser razoáveis e imparciais, nada disso ocorre nos estúdios da Record. Buddy é completamente parcial, incoerente em suas decisões e tem quase um fetiche por colocar um participante falando mal do companheiro de equipe. É parecido com o que Roberto Justus fazia nas salas de reunião de "O Aprendiz".

"Batalha dos Confeiteiros" volta à Record prometendo ainda mais barraco que antes

E nessa estrutura mais próxima de uma entrevista de emprego que de um reality culinário, Buddy consegue facilmente desestabilizar seus participantes. Logo na estreia, uma competidora se viu obrigada a falar quem havia sido o pior de sua equipe, e foi só ouvir o seu nome que o concorrente desandou num choro muito grande. Lembrando: foi o PRIMEIRO PROGRAMA.

Confesso que acompanhar o reality é um espetáculo meio sádico, mas delicioso de assistir. Ninguém sobrevive no programa sem sofrer muita humilhação, vide o campeão do ano passado que teve um ataque de choro quando o Buddy não o cumprimentou uma vez antes da gravação. Cês têm ideia do nível de tensão que é esse negócio para rolar barraco por causa disso?

Mas a prova final de sadismo é o prêmio final. Rick venceu a temporada anterior e ganhou uma loja da Carlos Bakery aqui no Brasil, a primeira fora dos EUA, e o campeão da nova temporada vai ganhar... um emprego lá.

Um emprego lá. Apenas um emprego.

As noites de quarta-feira na Record parecem que serão bem quentes nas próximas semanas.