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Moda sustentável: elegância e consciência de mãos dadas

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Há algum tempo a indústria da moda vem discutindo questões sustentáveis de produção. Ela sabe que o sistema de consumo vigente é insustentável e vai esgotar os recursos naturais em algumas décadas. Com o consumidor mais consciente e atento a essas questões, as grandes marcas de fast fashion estão mudando sua maneira de fabricação, assim como as icônicas -Gucci, Versace, Louis Vuitton- que aos poucos estão abdicando de trabalhar com couro e estão cada vez mais manufaturando sua criação.

A nova sensibilidade verde dessas grifes é algo sem muita notoriedade, pois essa mudança não é atrativa para seus consumidores, o que ajuda a demarcar a variante da relação entre o requinte e a moda ecológica.

Um dos movimentos mais fortes no mundo é o Fashion Revolution, iniciativa que surgiu após o desabamento no Rana Plaza, uma fábrica que matou centenas de trabalhadores há cinco anos, em Bangladesh. A partir daí se fala mais sobre tudo que envolve a cadeia produtiva da moda, desde as questões referentes à sustentabilidade, de remuneração justa pelo trabalho. O movimento foi bem estruturado e se espalhou rapidamente até a internet, chegando há mais de 20 países, a cada edição que passa as voluntárias trabalham cada vez mais na conscientização da população sobre suas políticas de consumo. Os brechós são uma parte essencial do movimento, sendo os responsáveis por dar novos donos – e nova vida – as peças.

Curiosidade: Mais de 80% das roupas que vão parar em aterros poderiam ser reutilizadas. Isso significa evitar a poluição de solo, rios e ar. Usar melhor nossas roupas faz parte de valorizar sua origem e quem as produziu.