Writer's block

Writer's block

O terceiro disco da banda sueca Peter Bjorn and John, Writer’s Block, lançado em 2006 traz um som experimental indie pop/rock com influências dos anos 80 e batidas levemente eletrônicas, remetendo a algumas bandas do cenário atual como Foster The People, Tame Impala e The Drums. A experiência sonora é um bom entretenimento para as tardes de ócio e passa uma sensação otimista de felicidade, paz, esperança, como se tudo apesar dos pesares, fosse dar certo.

Acima de tudo, Writer’s Block é um álbum sobre amor e seus desdobramentos, desde os momentos felizes do começo de um relacionamento, ao conhecer aquela pessoa especial até os momentos de término, em que tudo começa a desmoronar aos poucos.

Na sua primeira faixa, também denominada Writer’s Block, temos um som instrumental de 16 segundos com uma melodia e ruídos de pessoas, algo bem experimental. Em Objects Of My Affection, a vibe feliz e esperançosa do álbum já está presente na melodia e podemos perceber isso na letra, já que a música trata sobre o sentimento de crescer e de se questionar sobre o seu lugar no mundo e quem você é “[...] And the question is, was i more alive, then than i am now? I happily have to disagree; i laugh more often now, i cry more often now. I am more me.”

Uma das músicas mais famosas do trio, Young Folks, dueto com Victoria Bergsman (The Concretes), traz um dos sons mais alegres e envolventes do álbum, lembrando um pouco a primeira fase dos Beatles, pela sua melodia chiclete. Segundo o trio, em entrevista ao Song Exploder, a abertura da música foi influenciada por Robot Rock do Daft Punk. Assim, como grande parte dos outros sons, Young Folks trata sobre relacionamentos, evidenciando o seu início, duas pessoas compartilhando momentos juntos, a fase gostosa de conhecer um ao outro“[...] It doesn't matter what we do, where we are going too, we can stick around and see this night through.”

Amsterdam, a quarta faixa, possui muito do indie pop com batida eletrônica e vibe anos 80 do albúm, aludindo muito ao primeiro álbum do Foster The People, Torches de 2011. Start To Melt traz uma melodia lenta e romântica, com uma letra que literalmente gruda na cabeça, “I start to melt, with your arms, round my waist.” Típica música de baile nos filmes americanos sobre colegial. Paris 2004 carrega a mesma energia, um som romântico, sobre estar apaixonado e junto da pessoa amada. “[...] I'm all about you, you're all about me, we're all about each other”.

Em Up Against The Wall, Let’s Call It Off, The Chills e Roll the Credits, as dificuldades em lidar com os relacionamentos e o temido término ganham espaço nas letras. “[..] Let's take the easy way out, let's move away for good, let's pull the curtains down and leave”. “[...] But I don't wanna know why we couldn't do more, some thing are better to leave unexplored’. Já a última faixa, Poor Cow, destoa um pouco do resto do álbum, soando mais com uma crítica, “[..] When we don't consume it seems we are immune, to all of the thoughts they sell, you know as well as I, that's a lie…”.

Ao fim, a sensação é de um disco excelente, que trouxe novos arranjos para o pop/rock indie e que retratou de forma sensível e divertida os dilemas amorosos que todos nós enfrentamos.

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